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Caminhoneiros se mobilizam por paralisação em 1º de fevereiro

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Caminhoneiros se mobilizam por paralisação em 1º de fevereiro Valter Campanato | Agência Brasil
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Cerca de 50 lideranças dos caminhoneiros se reuniram na noite de ontem (13) para discutir uma pauta de reivindicações para a categoria. Ficou decidido que será definida uma data para uma nova assembleia, ainda em janeiro, para tentar aumentar a adesão a uma possível paralisação. Entre as principais reclamações estão o piso mínimo do frete, a política de preços de combustíveis e o projeto BR do Mar – que incentiva a navegação pela costa brasileira como alternativa ao transporte rodoviário de cargas.

Já há uma convocação encabeçada pelo Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC) para o início de uma greve a partir de 1º de fevereiro. Plínio Dias, presidente da entidade, afirmou, em mensagens aos demais motoristas, que não foi chamado pelos órgãos responsáveis para tratar do tema. “Até agora não fomos recebidos pelo governo e por isso a paralisação”, escreveu. O teor das mensagens foi revelado pela Agência Estado.

"O que você está achando, meu irmão? O senhor tem condições de rodar com seu caminhão nesse País, com combustível caro, insumo caro, tudo aumenta, tudo sobe e o frete está uma desgraceira. Pessoal, 250 litros de diesel está quase R$ 1 mil. Não tem mais cabimento", escreveu Plinio Dias aos colegas motoristas.

Outra entidade envolvida nas manifestações é a Associação Nacional do Transporte Autônomo do Brasil (ANTB), que avisou que a manifestação que está sendo articulada pode ser maior que a de 2018. Em nota, o Ministério da Infraestrutura destacou o caráter difuso da representatividade do setor e que a ANTB não é a entidade que pode falar em nome da categoria.

O governo tem monitorado a situação e a leitura é de que, até o momento, não há sinais de grande adesão da categoria.

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