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IBGE informa que indústria cresceu em 10 dos 15 locais pesquisados em novembro

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IBGE informa que indústria cresceu em 10 dos 15 locais pesquisados em novembro Pixabay
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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quinta-feira (14) que a produção industrial cresceu, na passagem de outubro para novembro, em 10 das 15 regiões pesquisadas. Oito dessas altas foram acima da média nacional (1,2%): Bahia (4,9%), Rio Grande do Sul (3,8%) Amazonas (3,4%), Região Nordeste (2,9%), Santa Catarina (2,8%), Ceará (1,7%), Rio de Janeiro (1,6%) e São Paulo (1,5%). O Paraná (1,2%) e Minas Gerais (0,6%) completam a lista de locais com índices positivos no mês.

Já as quedas mais acentuadas foram registradas no Pará (-5,3%) e em Mato Grosso (-4,3%), além de Pernambuco (-1,0%), Espírito Santo (-0,9%) e Goiás (-0,9%).

O IBGE apontou ainda que, com o resultado de novembro, oito das 15 regiões recuperaram o patamar de produção pré-pandemia: Amazonas, Santa Catarina, Ceará, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Pernambuco. Em outubro, eram nove as localidades que haviam recuperado o patamar produtivo de fevereiro. No entanto, o Pará saiu deste grupo ao registrar o tombo da produção em novembro.

No acumulado do ano, contudo, em que a indústria nacional registra queda de 5,5%, somente três das 15 regiões apresentaram taxas positivas em novembro: Pernambuco (3,2%), Rio de Janeiro (0,5%) e Goiás (0,4%).

CNI

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei), medido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), recuou 2,2 pontos em janeiro em relação a dezembro do ano passado. O índice está 60,9 pontos.

Para a CNI, a queda demonstra a elevada incerteza em relação à evolução da pandemia e ao desempenho da economia nos próximos seis meses.

"Apesar da chegada da vacina, o crescimento do contágio nos países europeus e, sobretudo, no Brasil aumentou o temor da necessidade de novas medidas de isolamento social. Adicionalmente, o ano de 2021 começa sem as medidas emergenciais de apoio às empresas e às famílias mais vulneráveis. Esses fatores, provavelmente, resultaram no recuo da confiança dos empresários", diz o boletim da CNI.

Ainda conforme a entidade, houve queda nos dois indicadores que compõem o Icei: o Índice de Condições Atuais e o Índice de Expectativas. O primeiro índice passou de 59,7 pontos em dezembro para 56,7 em janeiro. O segundo caiu de 64,9 para 63 pontos.

O índice varia de 0 a 100, sendo 50 o valor da estabilidade. Foram entrevistadas 1.286 empresas: 491 delas de pequeno porte, 505 de porte médio e 290 grandes empresas.

"Não obstante, as expectativas dos empresários industriais com relação aos próximos seis meses continuam favoráveis. O indicador continua acima e distante da linha divisória dos 50 pontos", acrescenta o boletim.

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