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Índia vai exportar doses da vacina contra Covid-19 para o Brasil nesta sexta (22)

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Índia vai exportar doses da vacina contra Covid-19 para o Brasil nesta sexta (22) Dado Ruvic/ Reuters
► Fiocruz adia para março entrega das vacinas de Oxford ► Lewandowski determina que Anvisa informe sobre análise da vacina Sputnik V

O governo da Índia informou nesta quinta-feira (21) que liberou as exportações comerciais das vacinas contra o novo coronavírus, com a previsão de enviar amanhã (22) as primeiras remessas para o Brasil e Marrocos. A informação foi dada pelo secretário das Relações Exteriores do país, Harsh Vardhan Shringla, à agência de notícias Reuters.

“Seguindo essa visão, respondemos positivamente aos pedidos de fornecimento de vacinas manufaturadas indianas de países de todo o mundo, começando pelos nossos vizinhos”, disse ele, referindo-se ao fornecimento gratuito. “O fornecimento das quantidades comercialmente contratadas também começará a partir de amanhã, começando por Brasil e Marrocos, seguidos pela África do Sul e Arábia Saudita”, acrescentou.

O Brasil espera o envio de 2 milhões de doses da vacina AstraZeneca/Oxford encomendadas pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz). Elas foram fabricadas pelo laboratório indiano Serum e eram aguardadas para o último fim de semana, mas uma resolução do governo local barrou a remessa devido ao início da campanha de vacinação no país.

Sputnik V

Representantes do laboratório União Química têm reunião nesta tarde com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para liberação emergencial da vacina Sputnik V no Brasil, ainda que o imunizante não tenha passado por teste da fase 3 no país.

Segundo o presidente do laboratório União Química, Fernando de Castro Marques, a reunião desta tarde também vai tratar do pedido de estudo clínico da vacina, mas para ele, a falta de testes não deve ser um impeditivo para a aprovação do uso emergencial.

"Aguardamos ainda a liberação do nosso protocolo de ensaio clínico da fase 3, que é o necessário para fins do registro definitivo da Sputnik no Brasil. Nós estamos aguardando a aprovação do nosso pedido de estudo clínico para poder tirar o registro definitivo da vacina. Entendemos que, para o atendimento emergencial, com uma vacina já sendo utilizada em diversos países, acredito que a Anvisa deve fazer a liberação", diz.

Ontem (20), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, determinou que a Anvisa envie informações sobre um pedido de uso emergencial da Sputnik V, desenvolvida pela Rússia para o combate ao novo coronavírus.

As informações serão usadas pelo ministro para decidir sobre um pedido do governo da Bahia que deseja autorização para importar e distribuir vacinas mesmo antes da aprovação do órgão regulador, desde que os imunizantes já tenham aval de autoridade sanitária estrangeira ou da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas).

A Sputnik V já foi aprovada e está sendo utilizada em países como Argentina, Bolívia, Paraguai e Venezuela, argumentou o governo da Bahia. No Brasil, representantes da empresa União Química têm se reunido com técnicos da Anvisa para tentar dar prosseguimento ao processo de aprovação.

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