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Oito empresas já anunciaram IPOs na B3 em 2021; Volume em ofertas de ações pode chegar a R$ 140 bi no ano

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► O que é uma IPO e como posso avaliar uma oportunidade?► B3 alcança marca de 28 IPOs no ano; movimentação foi de R$117 bilhões

Janeiro ainda nem terminou e ao menos oito empresas brasileiras já anunciaram ao mercado sobre os seus IPOs (Ofertas Públicas Iniciais, na sigla em inglês) na B3. O domínio é das companhias que atuam no setor do varejo e tecnologia - demostrando que são duas áreas resilientes e que seguem em expansão em meio à pandemia do novo coronavírus.

Depois do ano passado (com o recorde de ofertas públicas de ações na década), o ano de 2021 inicia com uma fila de empresas aguardando para abrirem capital na bolsa de valores brasileira.

Confira, abaixo, o calendário das oito ofertas:

IPOs janeiro B3

Desta lista, o IPO da MPM Corpóreos é um dos que mais tem chamado a atenção dos investidores. A estimativa de analistas do mercado é de que a oferta pública inicial da companhia chegue a movimentar aproximadamente R$ 2,1 bilhões.

Em análise sobre este cenário, o Banco Itaú BBA projeta um volume de até R$ 140 bilhões em ofertas de ações em 2021, entre IPOs e ofertas subsequentes. No ano passado, a B3 registrou 28 IPOs - o segundo maior número da história – ficando atrás somente de 2007, com 64. Porém, em volume nominal de recursos captados, 2020 foi recorde, com R$ 117 bilhões contra R$ 55 bilhões há 13 anos. Os lançamentos foram de companhias que atuam em diversos setores, desde a Rede D’Or (R$ 11,4 bilhões) até a Petz (R$ 3 bi).

Durante coletiva online, no final do ano passado, o presidente-executivo da B3, Gilson Finkelsztain, disse que a combinação do início da vacinação em massa contra a Covid-19, a injeção de recursos feita pelos bancos centrais, o juro baixo e a inflação controlada trazem uma perspectiva de crescimento no aumento do número de negócios.

"É uma oportunidade que a gente tem cada vez mais no Brasil de ter o mercado de capitais como motor propulsor das empresas e do crescimento econômico", avaliou o presidente da B3.

Caso a caso

Entretanto, algumas ofertas de 2020 não se mostraram um bom negócio para quem investiu nelas. Segundo dados compilados pela Bloomberg, metade dos 28 IPOs brasileiros - que estrearam até o dia 16 de dezembro - estão sendo negociados abaixo do preço da oferta inicial. Ainda de acordo com o levantamento, os IPOs brasileiros geraram aos investidores um ganho de 17% em 2020, contra uma alta de 37% dos IPOs americanos.

"De fato esse tipo de negociação beneficia muito o investidor que deseja diversificar e busca uma alternativa além da renda fixa. No entanto, um IPO não é necessariamente algo bom para o investidor. Tem que ser feito um trabalho de garimpo, de muito estudo sobre essas empresas que vão abrir capital. O investidor precisa da ajuda de um profissional, de um assessor de investimentos de qualidade, para poder separar o joio do trigo. É muita informação para ser avaliada e para o investidor que está começando digerir de uma vez", destaca Leonardo Milane, Sócio e Economista da VLG Investimentos.

Entenda mais sobre o universo dos IPOs ouvindo o episódio do podcast +Q1Minuto sobre o crescimento das ofertas disponíveis na B3. Nele o Sócio e Economista da VLG Investimentos, Leonardo Milane, aprofunda o tema e explica com mais detalhes como os investidores podem se orientar sobre os papéis de novas empresas lançados na bolsa de valores.

Fila de IPOs

Confira abaixo uma lista com alguns IPOs aguardados para este ano, segundo dados da B3:

Açu Petróleo - A Açu Petróleo oferece serviços de infraestrutura logística de transbordo de petróleo e opera no complexo do Porto do Açu. A companhia entrou com pedido de oferta pública primária e secundária, e o Bank of America lidera a transação.

BBM Logística - A empresa de logística BBM Logística havia entrado com pedido de oferta pública primária e secundária, mas protocolou pedido de interrupção do processo de IPO no primeiro semestre. O BTG Pactual estava liderando a transação.

Boa Safra - A produtora de sementes Boa Safra, que tem atuação no Centro-Oeste, Sudeste, Norte e Nordeste, entrou com pedido de oferta primária. A XP lidera a transação.

BV - O Banco BV, antigo Banco Votorantim, entrou com pedido de oferta pública primária e secundária de units. O Goldman Sachs lidera a transação.

Caixa Seguridade - A Caixa Econômica Federal já suspendeu o IPO da Caixa Seguridade duas vezes, mas o presidente do banco, Pedro Guimarães, disse recentemente que pode haver uma nova janela de oportunidade para a realização da oferta no começo de 2021.

Canopus - A construtora Canopus, fundada por Adgar Mattos em 1971, entrou com pedido de oferta pública primária e secundária. O Itaú BBA lidera a transação.

CFL - A incorporadora CFL tem foco nos segmentos de média alta e alta renda. A companhia entrou com pedido de oferta pública primária e secundária. O Itaú BBA lidera a transação.

Compass - A Compass, subsidiária da Cosan, cancelou o seu IPO em setembro, citando a deterioração das condições de mercado. Mas a empresa deve retomar os planos para listagem, segundo o Valor.

Cortel - A Cortel administra dez cemitérios e oferece de serviços funerários a cremação de animais de estimação. A companhia entrou com pedido de oferta pública primária e secundária. A XP lidera a transação.

CSN Mineração - A unidade de mineração da CSN, conhecida como CSN Mineração, entrou com pedido de oferta pública primária e secundária. O Morgan Stanley lidera a transação.

CTC - O CTC, empresa de biotecnologia de cana-de-açúcar, entrou com pedido de oferta pública primária e secundária. O Morgan Stanley lidera a transação.

Eletromidia - A companhia de painéis de publicidade Eletromidia entrou com pedido de oferta pública primária e secundária. O Morgan Stanley lidera a transação.

Eleva - A Eleva Educação, rede de escolas de ensino básico que tem o bilionário Jorge Paulo Lemann como investidor, está planejando um IPO, segundo pessoas com conhecimento do assunto. A empresa avalia se a listagem será no Brasil ou nos EUA.

Emccamp - A construtora Emccamp entrou com pedido de oferta pública primária e secundária. A XP lidera a transação.

GranBio - A empresa de biotecnologia GranBio Investimentos entrou com pedido de oferta pública primária. O Citi lidera a transação.

Grupo Big - O Grupo Big, que atua em varejo alimentar e surgiu da compra de 80% das operações do Walmart no Brasil, entrou com pedido de oferta pública primária e secundária. O Walmart e o fundo de private equity Advent devem vender ações. O Itaú BBA lidera a transação.

Grupo MPR - A companhia de produtos de limpeza à base de álcool entrou com pedido de oferta pública primária e secundária. O Itaú BBA lidera a transação.

Guararapes Painéis - A fabricante de produtos de madeira Guararapes Painéis entrou com pedido de oferta pública primária e secundária. O BofA lidera a transação.

Havan - A varejista Havan estava planejando uma oferta pública inicial de ações, mas suspendeu o processo. A mídia local reportou que a empresa deve retomar os planos de listagem em 2021.

Iguá - A companhia atua no setor de saneamento e entrou com pedido de oferta pública primária e secundária. O Bradesco BBI lidera a transação.

Kallas - A construtora e incorporadora entrou com pedido de oferta pública primária e secundária. O Credit Suisse lidera a transação.

Kalunga - A varejista de material escolar e para escritório Kalunga entrou com pedido de oferta pública primária e secundária. O BTG Pactual lidera a transação.

Método - A empreiteira entrou com pedido de oferta pública primária e secundária. A XP lidera a transação.

Nissei - A rede de farmácias Nissei entrou com pedido de oferta pública primária e secundária. A companhia atua nos estados do Paraná, Santa Catarina e São Paulo. O Safra lidera a transação.

Oba Hortifruti - A rede varejista Oba entrou com pedido de oferta pública primária e secundária. O Itaú BBA lidera a transação.

Oceana - A Oceana Offshore, que atua no setor de apoio marítimo à indústria de exploração e produção offshore de óleo e gás, entrou com pedido de oferta pública primária e secundária. O BTG Pactual lidera a transação.

OceanPact - A OceanPact, que oferece serviços de suporte marítimo, entrou com pedido de oferta pública primária e secundária. O Itaú BBA lidera a transação.

Oleoplan - A companhia de energia renovável entrou com pedido de oferta pública primária e secundária. O Itaú BBA lidera a transação.

Orizon - A empresa de tratamento de resíduos entrou com pedido de oferta pública primária e secundária. O Credit Suisse lidera a transação.

Paschoalotto - A Paschoalotto, que oferece serviços de recuperação de crédito e cobrança, entrou com pedido de oferta pública primária e secundária. O Itaú BBA lidera a transação.

Tok&Stok - A companhia de móveis e acessórios, controlada pelo Carlyle, entrou com pedido de oferta pública primária e secundária. O Itaú BBA lidera a transação.

Uni.co - A varejista Uni.co, dona das marcas Puket e Imaginarium, entrou com pedido de oferta pública primária e secundária. A XP lidera a transação. Um dos atuais acionistas é a gestora Squadra Investimentos.

Urba - A Urba, da MRV, entrou com pedido de oferta pública primária. O BTG Pactual está liderando a transação.

Vittia - A empresa, que atua no segmento de fertilizantes especiais e de defensivos biológicos, entrou com pedido de oferta pública primária e secundária. O Morgan Stanley está liderando a transação.

Westwing - A Westwing, e-commerce de casa e decoração, entrou com pedido de oferta pública primária e secundária. O BTG Pactual está liderando a transação. A companhia era parte do grupo alemão Westwing Group AG, mas se tornou independente em 2018 por meio de um “management buyout”, com o fundo de private equity Axxon Group comprando uma fatia da empresa.

Yuny - A incorporadora imobiliária Yuny entrou com pedido de oferta pública primária e secundária. O BTG Pactual está liderando a transação.

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