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Guedes diz que só prorroga auxílio emergencial com congelamento de verbas para Educação e Segurança

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Guedes diz que só prorroga auxílio emergencial com congelamento de verbas para Educação e Segurança Fábio Pozzebom/ Agência Brasil
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Em evento virtual com investidores internacionais, o ministro da Economia, Paulo Guedes, reconheceu nesta terça-feira (26) a possibilidade de o auxílio emergencial voltar caso o número de mortes por coronavírus continue crescendo no país e o governo fracasse na vacinação da população.

Ao lado do presidente Jair Bolsonaro, Guedes afirmou ainda que, “caso o pior aconteça”, o governo sabe o que fazer. Entre as medidas para cortar gastos em caso de renovação do benefício, o chefe da pasta econômica defendeu que servidores públicos continuem sem reajuste e que não haja aumento automático de verbas para Educação e Segurança Pública.

"A classe política tem de assumir a responsabilidade pelos orçamentos. Se ela apertar o botão vermelho, de emergência, não é só pegar o dinheiro e sair correndo. Tem de fazer todo o protocolo de sacrifício por anos. Se você está em guerra, não tem distribuição de medalha antes de a guerra acabar, ou seja, não pode ter aumento de salário enquanto não passar um, dois anos depois da guerra. Tem de pagar o custo da guerra, não pode empurrar isso para as futuras gerações", disse.

Na avaliação de Guedes, liberar uma nova rodada de auxílio emergencial, com alto impacto nos gastos públicos, seria igual a disparar uma "bomba atômica". Para levar adiante esse plano, porém, o ministro pontuou que é preciso incluir na PEC do pacto federativo, que ainda não foi votada, uma "cláusula de calamidade pública".

"Tem o botão vermelho. Se apertar, prepara, destruiu o outro lado, mas vai ter desastre ambiental para tudo quanto é lado, pois o outro lado também dispara. Vai ser o caos", disse. "É um caso agudo de emergência fiscal. Desindexa, desvincula, trava sua despesa lá, e em um ano ou dois, o aumento natural da receita resolve a situação", acrescentou.

Partidos de oposição e mesmo aliados do governo têm defendido uma nova rodada do auxílio emergencial, mas o presidente Bolsonaro tem dito que não será possível o pagamento do benefício em 2021 devido à disparada do endividamento público no ano passado.

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