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FGV: Índice de Confiança do Consumidor registra queda de 2,7 pontos em janeiro

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FGV: Índice de Confiança do Consumidor registra queda de 2,7 pontos em janeiro Tânia Rêgo/ Agência Brasil
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A Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgou os resultados do Índice de Confiança do Consumidor (ICC) do mês de janeiro. O indicador registrou queda de 2,7 pontos e ficou em 75,8. Esse valor foi o menor desde junho de 2020, quando o índice chegou em 71,1 pontos, em uma escala de 0 a 200.

Na comparação da média móvel trimestral, o ICC teve desaceleração de 2,2 pontos, registrando a segunda queda consecutiva.

“A confiança do consumidor manteve a trajetória de queda pelo quarto mês consecutivo. O agravamento da pandemia e a necessidade de adoção de medidas mais restritivas por algumas cidades geram grande preocupação com os rumos da situação econômica do país e das famílias. Sem o suporte dos benefícios emergenciais, as famílias continuam postergando consumo e dependendo da recuperação do mercado de trabalho, que tende a ser lenta diante do cenário atual”, explica Viviane Seda Bittencourt, Coordenadora das Sondagens.

Gráfico do ICC

Fonte: FGV

No mês, tanto os indicadores referentes a confiança do consumidor em relação ao momento quanto as expectativas apresentaram baixa. O Índice de Situação Atual (ISA) caiu 1,6, fechando em 68,1 pontos e atingiu o menor resultado desde 2020. O Índice de Expectativas (IE) teve desaceleração pelo quarto mês seguido, ficando em 82,1 pontos.

Em relação a satisfação atual, o indicador que mede a percepção dos consumidores em relação à situação econômica diminuiu 1,5 ponto em janeiro e fechou em 72,6 pontos, terceira queda seguida. Já a percepção de piora da situação corrente também fechou o mês com queda de 1,8 ponto e registrou 64,1.

Já sobre às expectativas, o índice responsável por medir as perspectivas sobre a economia também caiu e foi o que mais contribuiu para a baixa do resultado no ICC. O indicador desacelerou 5,1 pontos e alcançou 102,3 pontos no mês de janeiro. A perspectiva sobre a situação financeira das famílias chegou a 87,6 pontos e a do ímpeto de compras ficou em 58,9.

Ainda segundo a análise, apenas as famílias que tem renda de até R$ 2,1 mil, registraram alta no ICC em janeiro, subindo 3,2 pontos. Já para as famílias com maior poder aquisitivo, o indicador teve baixa de 3,1 na pontuação.

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