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Alta no diesel é impulsionada por refinarias da Petrobras e importadores

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Alta no diesel é impulsionada por refinarias da Petrobras e importadores Ueslei Marcelino/Reuters
► Petrobras aumenta em 7,6% o preço médio da gasolina nas refinarias ► Petrobras eleva preço da gasolina pela 2ª vez este ano; diesel também sobe

Dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) evidenciaram que o recente aumento do preço do diesel vem sendo impulsionado pelas refinarias da Petrobras e por importadores, primeiro elo da cadeia de venda.

Ainda segundo a agência, no quarto trimestre de 2020, o valor cobrado no primeiro elo do comércio teve alta de 16,6%. Este valor é cerca de três vezes maior que o aumento nos postos de gasolina, que foi de 4,4%.

Na última terça-feira (26), a Petrobras anunciou o primeiro reajuste do diesel no ano, de 4,4%. Com isso, o preço por litro chegou a R$ 2,08.

"Os preços praticados pela Petrobras têm como referência os preços de paridade de importação e, dessa maneira, acompanham as variações do valor do produto no mercado internacional e da taxa de câmbio, para cima e para baixo", divulgou a estatal.

Vale ressaltar, que no último trimestre do ano passado, a Petrobras revisou o valor do combustível em suas refinarias em um aumento de 20%, que corresponde a uma variação positiva de R$ 0,31.

De acordo com Sérgio Araújo, presidente da Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis (Abicom), a alta nos preços é dividida pela cadeia de comercialização, por isso o crescimento nas refinarias e na importação é mais evidente.

Devido às fortes reinvindicações em relação ao preço do combustível, a estatal publicou em seu site um levantamento da Globo Price. Segundo o estudo, no início do mês, o preço do diesel nos postos brasileiros era 27,4% inferior ao valor mundial.

Paralisação

Em função desse aumento no preço do diesel e solicitando o fim da política de preços da estatal, os caminheiros se organizam para mobilizar uma paralisação nacional no dia 1º de fevereiro. A categoria ainda reivindica o aumento da tabela do frete mínimo e direito à aposentadoria especial.

Esse movimento ganhou o apoio da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística (CNTTL), uma das principais entidades da categoria, que conta com cerca de 800 mil motoristas.

Por meio de comunicado oficial, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e sindicatos associados informaram que também vão apoiar a paralisação dos caminhoneiros, devido a política de preços dos combustíveis adotada pela Petrobras e as altas taxas de desemprego.

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