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Produção industrial cresce 0,9% em dezembro, mas fecha 2020 com baixa de 4,5%

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Produção industrial cresce 0,9% em dezembro, mas fecha 2020 com baixa de 4,5% Agência Brasil
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A produção industrial fechou o mês de dezembro de 2020 com alta de 0,9%, registrando crescimento pelo oitavo mês consecutivo. Mesmo com esse resultado, o ano fechou com uma baixa de 4,5%. Esse foi o pior resultado desde 2016, quando foi registrado um recuo de 6,4%. Esses dados foram divulgados pela Pesquisa Industrial Mensal (PIM), publicada nesta terça-feira (2) pelo IBGE.

Ainda segundo o levantamento, na comparação com o patamar pré-pandemia, os números de dezembro fecharam 3,4% acima do registrado em fevereiro. Na relação com o último mês de 2019, o resultado teve alta de 8,2%.

Dos 26 ramos pesquisados, 17 foram impactados pela aceleração de dezembro. Segundo o gerente da pesquisa, André Macedo, esse resultado mostra uma regularidade de crescimento na produção industrial neste período.

Entre as atividades, a que é responsável pela maior influência do avanço é a de veículos automotores, reboques e carrocerias. O segmento acumula expansão de 1.308% na produção nos últimos oito meses, eliminando a perda de 92,3% registrada no período março-abril de 2020. Entretanto, no acumulado de 2020 contra 2019, o setor também foi a maior influência negativa (-28,1%).

Outros seguimentos que cresceram no mês de dezembro foram: o de metalurgia (alta de 19%), pelo sexto mês seguido, e o das indústrias extrativas (cresceu 3,7%).

"É um segmento que tem atuado acompanhando o crescimento na produção da indústria automobilística", analisa André Macedo, gerente da pesquisa do IBGE.

As outras atividades que registraram aceleração no último mês de 2020 foram: máquinas e equipamentos, produtos têxteis, artigos do vestuário e acessórios, produtos de borracha e de material plástico, produtos farmoquímicos e farmacêuticos, informática, produtos eletrônicos e ópticos e produtos de metal.

Os principais seguimentos que apresentaram recuo em dezembro foram: os produtos alimentícios que caíram 4,4%, bebidas que tiveram baixa de 8,1% e produtos derivados do petróleo e biocombustíveis com variação negativa de 1,3% .

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