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Saiba porque o ouro pode ser uma boa opção para diversificar sua carteira de investimentos

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Saiba porque o ouro pode ser uma boa opção para diversificar sua carteira de investimentos Pexels
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O ouro é um ativo muito procurado por aqueles que desejam proteger seu patrimônio contra crises e oscilações. Isso acontece porque ele é visto como um recurso que não pode ser produzido e com uma quantidade limitada, tendo sido utilizado como moeda durante muito tempo na história. Suas características, como a densidade, maleabilidade e resistência à corrosão tornam o metal ainda muito desejado nos dias de hoje. Segundo levantamento da Economática, o ouro rendeu 49,19% em 2020, deixando para trás o euro (34,69%), dólar (23,36%), Ibovespa (-1,53%), CDI (-1,68%) e a poupança (-2,30%).

O que muitos investidores não sabem é que não, necessariamente, precisam comprar barras físicas para lucrar com a valorização do ouro. Há a possibilidade de alocar parte do patrimônio em investimentos que são vinculados ao metal valioso, como fundos, alguns COEs, ETFs, ou BDRs de empresas de mineração, por exemplo.

"Ouro não é igual uma empresa que tem fluxo de caixa e perspectiva de crescimento. Ele é uma reserva de valor. Ele se valoriza em oferta e demanda, a demanda é ilimitada e a oferta é limitada", afirma Matheus Vieira, operador de mesa de renda variável da VLG Investimentos.

O valor do ouro é influenciado por três fatores: cotação do dólar, inflação e cenário econômico. Como o preço dele é definido em dólar, oscilações na moeda americana afetam o seu valor. A inflação, ao aumentar, gera mudanças no valor do metal porque isso provoca a procura por investimentos mais seguros e estáveis. Por fim, o cenário econômico, que pode gerar crises e turbulências, também tem a sua parte na influência do preço.

A proteção contra inflação e deflação se dá porque seu preço tende a aumentar quando o custo de vida aumenta. Na Grande Depressão de 1930, os mercados e a economia mundial ficaram fragilizados, nesse caso, o poder de compra do ouro subiu significativamente. Historicamente, ele tem uma correlação negativa com o mercado de ações e com o desempenho de outros instrumentos financeiros, fazendo com que cumpra um papel importante em portfólios com os mais diversos objetivos.

Ao investir neste ativo, o foco deve ser a garantia de estabilidade do valor ao longo do tempo, com uma potencial valorização a longo prazo.

"As pessoas investem em ouro porque é um ativo que traz segurança. Na história, a gente sempre vê a fuga dos investidores para o ouro visando a segurança porque um ambiente inflacionário, em que ativos perdem valor, o ouro é um bem escasso que não perde valor", continua o especialista da VLG Investimentos.

Os fundos de investimento em ouro são uma das maneiras mais práticas e simplificadas de investir no Brasil. Esses fundos investem através de contratos futuros ou à vista na Bolsa de Valores. Alguns chegam ainda a atrelar a rentabilidade do fundo não apenas ao ouro, mas também ao dólar. A gestão pode ser passiva, refletindo somente as oscilações no preço, ou ativa, com o gestor podendo comprar e vender a commodity conforme o movimento do mercado.

Alguns Certificado de Operações Estruturadas (COEs) também são opções para quem deseja investir na commodity. Esse tipo de investimento combina elementos de Renda Fixa e Renda Variável, com retornos atrelados a ativos e índices, como câmbio, inflação, ações e ativos internacionais.

Você pode investir também diretamente na Bolsa de Valores, como se estivesse negociando uma ação ou a cota de um fundo imobiliário. O contrato mais líquido, sob o código OZ1D, refere-se a 250 gramas de ouro e o preço é maior. Há também outros dois contratos, OZ2D e OZ3D, que equivalem a porções menores de 10 gramas e 0,225 gramas, respectivamente.

Em dezembro de 2020, a XP Inc (XP) lançou o primeiro ETF (GOLD11) aberto a investidores em geral vinculado ao preço do ouro no Brasil. As cotas do fundo são negociadas da mesma maneira que ações, com o investidor dando suas ofertas de compra e venda através de uma corretora.

A aplicação em ouro é vista como mais conservadora. Entretanto, ela não possui a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). É importante manter em mente também que ele pode ser um ativo com pouca liquidez, principalmente em momentos de crescimento econômico, pois o ativo pode perder a atratividade. Além disso, ele está sujeito ao clima e, caso sua extração seja dificultada, a cotação do mercado pode aumentar.

Sendo mais indicada para objetivos de longo prazo e proteção, a aplicação no ouro pode entrar na carteira de investimento de diversas pessoas. Para saber se vale a pena investir ou não, o recomendado é que você analise seus objetivos, necessidades e perfil, e procure ajuda especializada para entender qual forma mais se adequa para você.

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