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Setor de vestuário pode crescer 25% em 2021 e movimentar R$ 229 bilhões no Brasil

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Setor de vestuário pode crescer 25% em 2021 e movimentar R$ 229 bilhões no Brasil Freepik
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O setor de vestuário vislumbra um cenário positivo para o atual ano. Depois de um 2020 complicado para todo o comércio, as projeções para o seguimento têxtil são otimistas. De acordo com dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil e Confecções (Abit), em 2021, o número de vendas na área pode subir até 25%. Com isso, seriam comercializadas cerca de 6,2 bilhões de peças. Esse crescimento corresponderia a uma alta de 26,2% na arrecadação, fazendo com que em 2021, o setor movimente R$ 229 bilhões.

Segundo a Abit, em relação a produção têxtil no país, a projeção é que haja um crescimento de 8,3%, alcançando a marca de 2,3 milhões de toneladas de matéria-prima. Já em relação a produção de vestuários, a estimativa é a de que a aceleração chegue a 23%.

Outro ponto positivo para o seguimento em 2021 é sobre a geração de empregos. Segundo a associação, o possível crescimento do setor pode impactar na criação de 25 mil novos postos de trabalho.

Fernando Pimentel, presidente da Abit, ressalta que o início do ano ainda pode ser de resultados baixos. Isso aconteceria em função de fatores como o fim do auxílio emergencial e as incertezas sobre o impacto da segunda onda da pandemia da Covid-19. Ele ainda afirma que as projeções podem ser revistas dependendo das medidas estabelecidas no país.

’“Se o governo fizer um ‘lockdown’ rigoroso das atividades comerciais, como ocorreu de abril a junho, nossos números terão que ser revistos. O fechamento de lojas vai ser desastroso para o setor. É algo que pode acontecer, mas espero que não aconteça”, afirma o presidente da entidade.

Essa projeção otimista caminha de acordo com a expectativa de comerciantes que atuam no setor. Eles esperam que 2021 seja um ano com melhores resultados para seus estabelecimentos.

Marcos Felipe e Lucas Oliveira, proprietários de lojas voltadas para o setor de vestuário e acessórios, comentam que depois de um 2020, em que tiveram de se reinventar para manterem suas empresas funcionando, esperam que em 2021 possam colher bons resultados. Marcos aposta na utilização de um site para captar mais clientes através do meio digital.

“A expectativa é que seja um ano de muito sucesso, em que a marca venha crescer e bater as metas planejadas. Uma das nossas apostas é o nosso site, onde o cliente tem mais praticidade e agilidade em realizar sua compra. Isso faz com que a marca chegue a mais pessoas”, explica Marcos Felipe, proprietário da Bluemoon.

O empresário Lucas Oliveira concorda com o fato de que o período da pandemia fez a população aumentar o número de compras pela internet - algo totalmente benéfico para seu negócio.

“A perspectiva é de um crescimento maior em relação ao ano passado, pois muitas pessoas ainda estão criando esse hábito de comprar online. Esperamos que a tecnologia e a informação avancem cada vez mais para nos ajudar neste crescimento”, diz Lucas Oliveira, dono da loja virtual Brasil USA Imports.

Marcos destaca as adaptações que implementou em sua loja para conseguir atender seus clientes da melhor forma. Além disso, ele explica que sua equipe estuda o mercado constantemente para entender o atual cenário e se preparar para novas mudanças.

“As pessoas deixaram de comprar certas coisas com medo de sair de casa e não poderíamos ficar ali esperando a pandemia acabar. Resolvemos fazer vendas por meio das redes sociais, acredito que as principais foram WhatsApp e Instagram, onde buscamos novos ares e deixamos de depender 100% da loja física. Nossa equipe também vem trabalhando e estudando o mercado, fazendo com que a marca venha inovar cada dia mais”, afirma o proprietário.

Resultados 2020

Dados divulgados pelo IBGE apontam que até o mês de novembro o seguimento de vestuário, tecidos e calçados teve um uma queda acumulada de cerca de 25% no número de vendas em 2020.

Ainda segundo o IBGE, apesar da baixa anual acumulada, em novembro, o setor apresentou a segunda alta consecutiva no número de vendas, registrando uma aceleração de 3,6% em comparação com o resultado do mês anterior. Na comparação com o mesmo mês de 2019, a baixa é de 4,9%.

Os comerciantes encerraram suas falas falando sobre o aprendizado e dificuldades no período. Lucas ressalta o papel essencial das empresas de logística e Marcos conta sobre a experiência de abrir sua primeira loja.

”Embora não seja fácil adaptar as novas mudanças que o mundo e o mercado exigem, tivemos uma boa atuação com o crescimento do e-commerce e das empresas de logística, que foram fundamentais nesse período de pandemia”, explica Lucas Oliveira.

“A pandemia pegou todos de surpresa e nossa empresa foi muito afetada. No mês de março inauguramos nossa primeira loja física no início do alastramento do vírus no Brasil e com isso tivemos muitos obstáculos no caminho. Assim com outros negócios, a nossa loja conseguiu sobreviver a esse momento através da inovação”, completa Marcos Felipe.

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