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Fundo Mubadala Capital vence disputa por refinaria da Petrobras com proposta de US$ 1,65 bilhão

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Fundo Mubadala Capital vence disputa por refinaria da Petrobras com proposta de US$ 1,65 bilhão Divulgação / Petrobras
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Nesta segunda-feira (8), a Petrobras informou que concluiu a última etapa do processo de negociação da Refinaria Landulpho Alves (Rlam), na Bahia. O fundo Mubadala Capital, de Abu Dhabi, foi o vencedor, fazendo uma proposta de US$ 1,65 bilhão.

A Rlam tem capacidade de processamento de 333 mil barris por dia, o que equivale a 14% da capacidade total diária de refino de petróleo do país. A unidade conta quatro terminais de armazenamento e um conjunto de oleodutos que somados têm 669 quilômetros de extensão.

Vale ressaltar que a conclusão do negócio ainda passa pela aprovação de órgãos reguladores. Caso a venda seja oficializada, faltarão sete refinarias para que a estatal conclua seu objetivo, já que a expectativa era negociar oito unidades durante o ano.

"A assinatura do contrato de compra e venda ainda está sujeita à aprovação dos órgãos competentes", informou a estatal.

Somadas, as oito refinarias são responsáveis por quase 50% da capacidade de produção de combustíveis do Brasil. A Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná, teve sua negociação interrompida, devido as propostas não terem alcançado o valor que a estatal projetava.

As outras seis unidades colocadas à venda seguem em processo de negociação. São elas: Refinaria Alberto Pasqualini (REFAP), no Rio Grande do Sul, Refinaria Isaac Sabbá (REMAN), no Amazonas, Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco, Refinaria Gabriel Passos (REGAP), em Minas Gerais, Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (LUBNOR), no Ceará e Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), no Paraná.

O processo de negociação das refinarias chegou a ser questionado pelo Congresso Nacional. Porém, o Supremo Tribunal Federal (STF) avaliou a situação e no começo de outubro de 2020 decidiu por autorizar as vendas.

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