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Fundos de investimentos têm resgates líquidos de R$ 16,9 bilhões em janeiro, segundo Anbima

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Fundos de investimentos têm resgates líquidos de R$ 16,9 bilhões em janeiro, segundo Anbima Pixabay
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Os fundos de investimento tiveram saídas líquidas de R$ 16,9 bilhões em janeiro. Segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), o volume representa recuo de 194% na comparação com o mesmo período de 2020. O resultado negativo foi influenciado pelas retiradas de R$ 40,5 bilhões, no final de janeiro, na classe de ações. Houve resgates concentrados em um único fundo no valor de R$ 42,1 bilhões, ou seja, o movimento não representa uma saída de recursos generalizada. Os multimercados também fecharam janeiro com resgates líquidos no total de R$ 4,5 bilhões, sendo R$ 3 bilhões sacados de um único fundo.

“A indústria de fundos tem demonstrado um desempenho positivo em 2021, com alguns impactos de movimentos pontuais de mercado. Quando olhamos as trajetórias dos fundos de ações e multimercados, percebemos que, atualmente, essas classes são as mais resilientes do setor”, afirma Pedro Rudge, diretor da associação.

Por outro lado, a classe renda fixa, que sofreu com a perda de recursos em 2020, teve captação líquida positiva de R$ 29,2 bilhões. O montante é o segundo melhor resultado da indústria para o período, considerando a nossa série histórica, iniciada em 2002 – fica atrás apenas de 2017 com R$ 35 bilhões.

Contas

O número de contas de fundos alcançou 25,4 milhões em dezembro de 2020. Os multimercados avançaram 3,4% na comparação com novembro, totalizando 4 milhões de contas. Na sequência estão os ETFs (Exchance Traded Funds), com avanço de 1,3% e um total de 330 mil. Lembrando que o total de contas não é igual ao número de CPFs, pois cada pessoa pode ter mais de uma conta.

O Sócio e Economista da VLG Investimentos, Leonardo Milane, destaca os Fundos de Investimentos em Participação (FIPs) como uma categoria que merece ser avaliada por quem deseja alocar parte dos recursos em fundos.

"É uma modalidade de fundos bem recente. Ele investe com o dinheiro dos cotistas em projetos específicos e normalmente são fundos temáticos - com investimentos no setor de energia elétrica ou de saneamento básico, por exemplo - e eles têm as suas cotas negociadas em bolsa de valores. E o FIP conta ainda com uma vantagem adicional em relação a todas as outras modalidades de fundos porque ele é o único que tanto os dividendos, quanto a venda das cotas (no caso de obter lucros) são 100% isentos de cobrança de Imposto de Renda", ressalta o Sócio e Economista da VLG Investimentos.

Rentabilidade

O melhor desempenho em janeiro ficou com os fundos que investem acima de 40% no exterior, por conta da alta de 5,1% do dólar. A valorização da moeda norte-americana levou o tipo renda fixa investimento no exterior a registrar retorno de 2,67%, enquanto os multimercados e fundos de ações com essa mesma estratégia tiveram rentabilidades de 1,57% e 0,34%, respectivamente.

"Os fundos internacionais têm bastante liquidez, que costuma ser até melhor do que a do mercado doméstico. Os investidores podem aproveitar essa nova classe de ativos dos fundos internacionais para diversificar as suas carteiras alocando parte do patrimônio fora do Brasil. Atualmente, ficou bem mais simples investir aqui no nosso país em dólar e nos ativos internacionais", explica Leonardo Milane.

Os demais tipos tiveram baixo retorno ou desvalorização. O renda fixa duração baixa grau de investimento (que aplica, no mínimo, 80% da carteira em títulos públicos com prazos menores), o mais representativo da classe, rendeu 0,14%.

Entenda mais sobre os tipos de Fundos de Investimentos disponíveis na B3 ouvindo o episódio do podcast +Q1Minuto sobre quais são as principais classes de fundos e as vantagens dos FIPs, por exemplo. Nele o Sócio e Economista da VLG Investimentos, Leonardo Milane, explica com mais detalhes como os investidores podem tomar suas decisões na hora de escolher em qual tipo de fundo investir.

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