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Heineken prevê 8 mil demissões por pandemia; Holandesa teve prejuízo de € 204 milhões em 2020

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Heineken prevê 8 mil demissões por pandemia; Holandesa teve prejuízo de € 204 milhões em 2020 Divulgação | Heineken
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Em decorrência do fechamento de bares e restaurantes devido às restrições da pandemia, a Heineken planeja cortar 8 mil empregos. A empresa comunicou, nesta quarta-feira (10), que aproximadamente 20% dos empregos na sede da cervejaria devem ser eliminados no primeiro trimestre deste ano.

Segundo a Heineken, as demissões fazem parte de uma meta em economias brutas de 2 bilhões de euros (2,4 bilhões de dólares) até 2023. A segunda maior cervejaria do mundo depois da Anheuser-Busch InBev definiu outras iniciativas estratégicas em seu programa de reestruturação lançado no ano passado, incluindo a meta de margem operacional de 17% até 2023. Desta forma voltaria a alinhar a rentabilidade com níveis alcançados pré-pandemia.

Uma reportagem da Bloomberg destaca que o novo CEO da empresa, Dolf van den Brink, tem passado por "uma prova de fogo dado o impacto do coronavírus em pubs e no mercado em massa de cerveja". Na Europa, a Heineken estima que cerca de 30% dos bares para os quais vende foram fechados em 2020. No ano passado, as vendas totais caíram 11,9% em uma base orgânica.

Prejuízo de € 204 milhões

A segunda maior cervejaria do mundo divulgou ainda que teve prejuízo líquido de 204 milhões de euros (US$ 247,3 milhões) em 2020, revertendo lucro de 2,17 bilhões de euros apurado em 2019.

De acordo com informe da holandesa, o lucro operacional ajustado - que desconsidera itens extraordinários - sofreu queda orgânica de 36% no ano passado, a 2,42 bilhões de euros. A receita líquida caiu para 19,72 bilhões de euros, ante 23,97 bilhões de euros no ano de 2019.

Já o volume consolidado de cerveja sofreu um declínio orgânico anual de 8,1%, enquanto o da marca Heineken diminuiu 0,4%.

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