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Ferramenta do BC permite monitorar se CPF foi alvo de megavazamento de dados

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 Ferramenta do BC permite monitorar se CPF foi alvo de megavazamento de dados Marcelo Casal Jr/ Agência Brasil
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O megavazamento do Banco Central (BC) com dados de 223 milhões de brasileiros, incluindo informações de pessoas falecidas, ocorrido há um mês, está provocando pavor em alguns brasileiros, que estão descobrindo que seus nomes e dados foram utilizados na abertura de contas correntes e empréstimos ilegais.

Para reverter esta situação, o BC oferece uma ferramenta que permite que cada um veja as vinculações que existem com seu CPF nas instituições financeiras. No Registrato, qualquer pessoa que tenha uma conta bancária pode acompanhar essas movimentações.

Através de um credenciamento simples, é possível ver se há irregularidades em seu nome. Caso a pessoa descubra que foram abertas contas ou empréstimos por terceiros, ela pode entrar em contato com a sua instituição financeira ou com o Banco Central.

Além de encerrar a conta, é necessário fazer um boletim de ocorrência na delegacia mais próxima. Para isso, pegue o máximo de informações sobre a conta, cartão ou empréstimo, como os dados de cadastro, telefone e endereço. É possível que eles não sejam verdadeiros, mas o boletim de ocorrência ficará mais completo e pode ajudar a polícia na investigação.

OAB

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pediu que a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) investigue o vazamento de dados do Banco Central. As informações foram disponibilizadas para venda na internet e o episódio foi noticiado em veículos de comunicação.

“O ocorrido submete praticamente toda a população brasileira a um cenário de grave risco pessoal e irreparável violação à privacidade e precisa ser investigado a fundo pelas autoridades competentes, em particular por essa agência”, destaca o ofício da OAB.

Segundo a presidente da Comissão de Proteção de Dados da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Rio de Janeiro, Estela Aranha, este pode ser o maior vazamento de dados da história do país, não somente em número de pessoas mas também na diversidade de informações.

"A primeira tarefa é investigar como o vazamento ocorreu e quem está por trás dele para responsabilizar o controlador do banco de dados. É preciso ter também um plano de contingência, com as medidas que precisam ser tomadas para reduzir os riscos para as pessoas cujas informações foram vazadas ou colocadas à venda", explicou.

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