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Apesar de baixa em 2020, setor de vestuário tem perspectiva de crescimento para 2021

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Apesar de baixa em 2020, setor de vestuário tem perspectiva de crescimento para 2021 Freepik
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Dados divulgados pelo IBGE, referentes ao comércio varejista, apontaram que o país fechou o ano de 2020 com alta de 1,2% no número de vendas. Apesar do resultado positivo em meio a pandemia da Covid-19, alguns seguimentos do varejo fecharam o ano em baixa. Foi o caso do setor de vestuários, que encerrou o último ano com recuo de 22,7% nas vendas em relação a 2019.

O setor foi fortemente impactado pela pandemia devido ao período que teve de ficar de portas fechadas. O resultado poderia ter sido ainda pior, caso não acontecesse a expansão do e-commerce que colaborou para o comércio se manter.

A baixa refletiu até mesmo no balanço das grandes empresas do setor que divulgaram resultados referentes a 2020 e apontaram quedas nos números na comparação com os que foram obtidos em 2019.

A Renner (LREN3) foi uma das poucas empresas do seguimento a já ter divulgado o balanço financeiro de seu quarto trimestre do ano passado. A varejista fechou o período com lucro líquido de R$ 354 milhões, baixa de 31% na comparação com o resultado do mesmo trimestre em 2019.

Por outro lado, a receita líquida da empresa em 2020 teve crescimento de 1,6% em relação a 2019 e ficou em R$ 2,92 bilhões. O lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização (Ebitda) ficou em cerca de R$ 557 milhões, montante 26,5% menor do que o de um ano antes. A despesa operacional da empresa subiu 12,5%, fechando em aproximadamente R$ 868 milhões.

A Guarapares (GUAR3), proprietária da Riachuelo, divulgou que teve prejuízo de R$ 51,4 milhões no terceiro trimestre de 2020. Em 2019, o resultado havia sido um lucro líquido de R$ 67,9 milhões.

A receita líquida nos três meses também sofreu baixa, saindo de R$ 1,885 bilhão no período em 2019 e ficando em R$ 1,523 bilhão no último ano, representando uma baixa de cerca de 19%. Apesar da queda de 11% no número total de vendas, o comércio por e-commerce cresceu 380% de julho a setembro.

Outra grande empresa do setor que também reportou perda financeira no terceiro trimestre foi a Marisa (AMAR3). A varejista fechou o período com prejuízo de R$ 124,48 milhões. A receita líquida da empresa foi de R$ 540,48 milhões.

Apesar das baixas, as vendas online também foram pontos positivos a se destacar no período. A comercialização nesse formato cresceu 115,6% na comparação com o resultado do mesmo período de 2019.

Assim como suas concorrentes, a C&A também apresentou quedas em seus últimos resultados divulgados. A receita líquida caiu 14,8% em relação a 2019 e chegou à marca de R$ 1,1 bilhão. O lucro bruto ficou em R$ 445 milhões, resultado 22,6% inferior ao registrado no ano anterior.

A empresa fechou o período totalizando um prejuízo de R$ 13,9 milhões. O Ebtida da C&A ficou 67,4% abaixo do obtido no mesmo período em 2019.

Cenário para 2021

Depois de um 2020 com baixas, a expectativa é que em 2021 os resultados do setor se reaproximem dos de 2019, antes da pandemia. Com isso, essas grandes empresas devem voltar a apresentar resultados positivos e seguir crescendo. Além da recuperação da economia, é esperado que o hábito do consumo através do e-commerce - impulsionado pelo distanciamento social - siga fortalecendo as vendas e ajudando a gerar resultados positivos para o setor de vestuário neste ano.

A previsão da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e Confecções (Abit) é que o seguimento de vestuário seja um dos mais beneficiados pela recuperação econômica do país em 2021.

A projeção da Abit é que o número de vendas setor cresça 25% neste ano. Ainda segundo a associação, o seguimento de vestuário deve movimentar cerca de R$ 229 bilhões em 2021, comercializando mais de seis bilhões de peças. A entidade também projeta que essa alta pode acarretar na criação de 25 mil novos postos de trabalho no país.

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