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Setor de móveis fecha 2020 com aumento de 10,6% em vendas; Crescem IPOs de grandes lojas

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Setor de móveis fecha 2020 com aumento de 10,6% em vendas; Crescem IPOs de grandes lojas Pixabay
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Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontaram que o setor de móveis, no país, fechou 2020 com crescimento no volume de vendas do comércio. O seguimento teve aceleração de 10,6% no ano em comparação com o resultado de 2019.

Apesar do resultado positivo no ano, nos últimos três meses o seguimento registrou baixas. Em dezembro o recuo do setor em relação ao mês anterior foi de 3,7%. Por outro lado, na comparação anual, o terceiro trimestre, que registrou alta, colaborou para o resultado final.

O setor de móveis foi um dos quatro do comércio varejista que fechou dezembro de 2020 com resultados superiores ao mesmo mês de 2019. O crescimento registrado na comparação dos resultados do último mês dos anos foi de uma aceleração de 2,9%

Segundo os dados da Pesquisa Industrial Mensal do IBGE, a produção de móveis foi 3,8% menor em 2020 frente a 2019. No mês de dezembro houve alta de 1% em relação a novembro e de cerca de 16% na comparação com o último mês em 2019.

Mas o período também foi marcado por algumas dificuldades para o setor, entre elas, a escassez de matéria-prima e mão de obra, que acabou impactando na alta dos preços dos móveis.

“Junto com a pandemia tivemos de enfrentar o aumento nos preços dos móveis. A falta da matéria-prima e da mão de obra para produção das peças fez com que o preço subisse e essa foi nossa maior dificuldade. Mas conseguimos manter um nível bom de vendas mesmo com isso”, comenta Rose Daniela, proprietária da Gdan Móveis.

Rose ainda destaca a importância das vendas online nesse período e a expectativa para o ano que se iniciou.

“As vendas por WhatsApp deram bons resultados e nos ajudaram nesse momento. Temos a esperança que com a vacina o cenário vai melhorar e trabalhamos em cima disso”, encerra Rose Daniela.

IPOs no setor

Para o setor, a virada de ano ficou marcada pela entrada de grandes redes de lojas de móveis e decoração entrando na lista dos IPOs na B3.

O mercado de produtos para casa movimenta estimados R$ 90 bilhões por ano no país. De acordo com levantamento da Euromonitor, o ramo ainda é um mercado muito pulverizado: os cinco maiores players respondem por apenas 13% das vendas no país.

MadeiraMadeira

A startup de Curitiba, que é especializada na venda online de materiais de construção e móveis, se tornou o primeiro unicórnio - possui avaliação de preço de mercado no valor de mais de US$ 1 bilhão - do Brasil em 2021.

A empresa chegou a essa marca depois de receber um aporte de US$ 190 milhões no começo no ano. Agora a startup se tornou o 14º unicórnio brasileiro.

Mobly

A loja online de móveis Mobly (MBLY3) levantou um total de R$ 812 milhões, em sua oferta inicial de ações. As ações da companhia foram precificadas em R$ 21. Na oferta foram comercializadas 37.037.038 de papéis da empresa.

A Mobly que pertence ao grupo alemão Rocket, conta mais de 300 mil usuários ativos e tem mais de 90% de sua receita vinda do e-commerce.

Nos primeiros três trimestres de 2020, o volume de vendas da Mobly foi de R$ 560,2 milhões, resultado 48% superior ao obtido no mesmo período em 2019. A receita líquida da empresa teve alta de 50%, fechando em R$ 420,8 milhões.

Westwing

A Westwing (WEST3), loja de decoração on-line, movimentou R$ 1,16 bilhão em sua oferta inicial de ações (IPO). Na oferta foram negociadas 33,09 milhões de ações na oferta primária e 56,3 milhões na secundária. A ação havia sido precificada em R$ 13.

A empresa registrou receita líquida de R$ 167,86 milhões, no período de janeiro a setembro do ano passado. A companhia obteve lucro líquido de R$ 17,058 milhões.

A companhia que foi fundada em 2011, como subsidiária de uma multinacional alemã, em 2018, foi assumida por executivos locais, em uma parceria com o fundo de private equity Axxon Group. A Westwing tem sede em São Paulo e afirma ter cerca de nove milhões de usuários.

Entenda o que são IPOs

Quando a empresa decide seguir este caminho, uma vez aprovada toda a burocracia necessária na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), ela anuncia a venda de parte de suas ações na bolsa de valores na expectativa de captar novos recursos por um custo mais em conta. O evento do lançamento de um IPO marca a primeira venda de ações de uma empresa. Dependendo do setor que atua, relevância e expectativa do mercado esse lançamento pode movimentar milhões ou até bilhões em um só dia.

Com o caixa cheio com mais dinheiro, a empresa pode expandir operações, comprar concorrentes, ampliar fábricas, adquirir equipamentos, investir em nova tecnologia, e usar até mesmo sanar dívidas.

Entenda mais sobre o universo dos IPOs ouvindo o episódio do podcast +Q1Minuto sobre o crescimento das ofertas disponíveis na B3. Nele o Sócio e Economista da VLG Investimentos, Leonardo Milane, aprofunda o tema e explica com mais detalhes como os investidores podem se orientar sobre os papéis de novas empresas lançados na bolsa de valores.

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