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APAS aponta estabilidade da inflação nos supermercados em janeiro

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APAS aponta estabilidade da inflação  nos supermercados em janeiro Pixabay
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A Associação Paulista de Supermercados (APAS) divulgou nesta quinta-feira (18) que o Índice de Preços dos Supermercados (IPS) registrou uma inflação de 1,0% em janeiro. A pesquisa mostra uma acomodação em diversos produtos em decorrência do fim do auxílio emergencial, variação cambial estabilizada e cadeia de logística adaptada após a alta variação de preços detectada no segundo semestre de 2020.

Uma menor intensidade de exportações para a China no início de 2021 (-7,8% em comparação a janeiro de 2020) fez o preço da carne suína recuar -1,33% em janeiro. Já as carnes bovina e de frango, que em dezembro registraram aumento de 4,37% e 2,56% respectivamente, tiveram alta de 0,61% e 0,24% no mês de janeiro. A APAS informa que o fato está longe de ser um ciclo de quedas de preços, porém mostra uma acomodação no médio prazo.

O arroz, que chegou a registrar 17% de aumento em setembro de 2020, começou o ano com apenas 0,67%. As safras de outros países reforçaram a oferta global e as importações provenientes da Índia e Estados Unidos no fim do ano passado ajudaram a recuar o preço.

No caso do óleo de soja, as condições climáticas forçaram o atraso na colheita e as exportações caíram 96% comparado com janeiro de 2020. Isso causou desaceleração de preços e a inflação de janeiro foi 0,03%. Em setembro de 2020 o item registrou alta de 30,62%. Abobrinha (28,47%), chuchu (25,69%) e cebola (23,70%) foram os itens que registraram os maiores aumentos. No caso da cebola, o principal motivo foi a quantidade de chuvas fortes no principal estado produtor (Santa Catarina). Completam a lista, melão (23,60%), tomate (22,32%), abacaxi (20,39%), pepino (19,32%), couve (12,52%) e alface (10,47%).

Outros itens de hortifrutis também se fizeram presente na lista das maiores quedas do mês, entre eles maracujá (-14,20%), mamão (-12,21%), repolho (-9,28%), limão (-7,39%), jiló (-6,69%), quiabo (-4,22%) e laranja (-3,03%). No geral, os maiores aumentos do mês ficaram no campo do hortifruti com 4,35% de inflação. Os legumes, verduras e tubérculos registraram os maiores índices dentro do segmento FLV (12,16%; 6,45% e 6,36%).

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