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Com fortes altas de pecuária e grãos, índice de preços ao produtor aumenta 19% em 2020

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Com fortes altas de pecuária e grãos, índice de preços ao produtor aumenta 19% em 2020 Freepik
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Ao longo de 2020, os preços da maioria dos produtos agropecuários tiveram forte alta no Brasil. É o que aponta o IPPA/Cepea (Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários) que avançou expressivos 18,95% em 2020 frente ao ano anterior, conforme indicam cálculos do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP.

O grande aumento do Índice do Cepea foi relacionado sobretudo às dinâmicas para o IPPA-Grãos/Cepea, devido à soja, ao milho, ao arroz e ao algodão, e do IPPA-Pecuária/Cepea, atrelado aos comportamentos da arroba bovina, dos suínos e do leite.

Pesquisadores do Cepea destacam que, ao longo de 2019, houve forte aceleração dos preços agropecuários, sobretudo a partir de segundo semestre, comportamento que se manteve ao longo de 2020.

"Com o forte aumento dos preços agropecuários desde o segundo semestre de 2019, o IPPA passou a apresentar vantagem frente aos preços industriais – cenário que não era observado desde meados de 2017", reforçam os pesquisadores, em análise compartilhada nesta quinta-feira (18).

O IPPA/Cepea aumentou 11,15%, entre o terceiro e o quarto trimestre de 2020, resultando em índices acima das médias esperadas e fazendo com que o IPPA superasse o limite superior da normalidade em alguns meses.

Tal comportamento refletiu em altas nos IPPAs de pecuária, grãos e hortifrutícolas, que também avançaram 6,61%, 18,59% e 19,86%, respectivamente. Já o cenário para o café+cana foi de queda entre o terceiro e o quarto trimestre, de 3,95%.

Impostos no agronegócio

Entidades do agronegócio mineiro pressionam para que o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) aprove a prorrogação de dois convênios que reduzem a cobrança de impostos no agronegócio.

Um dos pedidos é para que seja prorrogado o Convênio 100/1997, que prevê a isenção tributária em operações internas e a redução da base de cálculo do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na comercialização interestadual de insumos agropecuários.

Já a outra solicitação de prorrogação é para o Convênio 52/1991, que cobra impostos menores sobre máquinas e equipamentos agrícolas. Caso a continuidade dos convênios não seja aprovada, a tendência será de aumento dos custos e na produção final. E consequente inflação para o consumidor final, com reajustes de preços nos supermercados e sacolões.

Segundo a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), estes possíveis aumentos vão refletir diretamente na produção agropecuária mineira.

A votação da prorrogação dos convênios no Confaz está marcada para o próximo dia 26 de fevereiro.

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