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Consumidores de energia terão de arcar em 2021 com déficit extra de R$ 3,1 bi nas bandeiras tarifárias

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Consumidores de energia terão de arcar em 2021 com déficit extra de R$ 3,1 bi nas bandeiras tarifárias Pixabay
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Segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), os consumidores de energia terão de arcar com o prejuízo de R$ 3,1 bilhões provocado no ano passado pela queda na arrecadação da bandeira tarifária. O déficit aconteceu porque a cobrança da bandeira tarifária ficou seis meses suspensa por decisão da Aneel como medida de alívio dos impactos da pandemia.

Segundo a Aneel, o custo a ser coberto pelas bandeiras tarifárias em 2020 foi de R$ 4,45 bilhões sendo que a arrecadação foi de R$ 1,33 bilhão. As bandeiras (verde, amarela e vermelha) são adotadas de acordo com a utilização das termelétricas (que são mais caras) e o nível dos reservatórios. Em fevereiro, está em vigor a bandeira amarela, que cobra R$ 1,34 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

”Em função da decisão da Aneel de, diante da pandemia, suspender a aplicação do mecanismo (bandeira tarifária), ter restabelecido o mecanismo só em novembro, a conta ficou deficitária, fechou negativa em 2020. Então, essa diferença, esse valor que ficou faltando, vai entrar agora no ciclo tarifário de 2021”, disse André Pepitone, diretor-geral da Aneel.

Pepitone disse ainda que não há previsão para uma nova mudança nos valores cobrandos pela bandeira tarifária e disse que o mecanismo está “bem calibrado”, com arrecadação suficiente para cobrir o aumento de custos.

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