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Secretários de Fazenda pedem à União mais recursos para combate à pandemia da Covid-19

Atualizado em -

Secretários de Fazenda pedem à União mais recursos para combate à pandemia da Covid-19 Pixabay
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O Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda dos Estados e DF (Comsefaz) enviou nesta quinta-feira (18) uma carta à União pedindo a liberação de mais recursos para enfrentamento da segunda onda do novo coronavírus. O documento é assinado pelo presidente do comitê, Rafael Fonteles, e por 25 secretários. Somente o estado de Roraima não assinou a carta.

Os secretários argumentam que "urge um imediato aporte de novo orçamento de auxílio aos estados" e que a redução do custeio de leitos, pelo Ministério da Saúde, preocupa os estados. O Comsefaz não estimou qual seria o total de recursos que a União precisaria aportar para prover serviços de saúde diante da alta demanda do momento.

“Os leitos existentes em todo o Brasil não foram suficientes para atender a garantia de acesso aos pacientes atingidos pela Covid-19 e por outras condições de saúde. Todos os estados houveram por realizar investimentos e ampliação de custeio para garantir oferta a demanda. Em 2020, somente quando a crise já desajustava extensivamente as finanças estaduais, o governo federal aportou condições financeiras que permitiram equilibrar as despesas dos estados”, diz um trecho da carta.

Segundo dados do Tesouro Nacional, o governo federal repassou em 2020 R$ 78,25 bilhões a estados e municípios, como forma de auxílio ao combate à pandemia. O valor não inclui medidas de suspensão de pagamento de dívidas, que completaram um pacote de socorro de mais de R$ 120 bilhões aprovado pelo Congresso.

Brics

Na semana passada, o New Development Bank (NDB), fundado pelos países que foram o grupo dos Brics, destinou US$ 1 bilhão (R$ 5,43 bilhões) ao Brasil para financiar o combate à Covid-19 e seus impactos socioeconômicos no país. O financiamento já tinha sido sinalizado no ano passado, mas ainda faltavam os ritos processuais para a liberação dos recursos. Em informe sobre o tema, o banco de fomento detalhou que o financiamento faz parte de programa de US$ 10 bilhões da instituição voltado à luta contra a pandemia, dos quais US$ 2 bilhões são destinados ao Brasil.

Fazem parte dos Brics: Rússia, Índia, China, África do Sul e Brasil, que é o país mais afetado pela Covid-19 no bloco. Apesar da Índia ter um número absoluto de casos maior em função de sua população de 1,39 bilhão de habitantes, as estatísticas brasileiras de óbitos pela doença só são superadas pelas dos Estados Unidos. Mais de 10,8 milhões de indianos contraíram o coronavírus e 155 mil morreram, em comparação com os mais de 230 mil no Brasil.

A Rússia é o terceiro mais afetado, com quase 4 milhões de contágios e 76 mil vítimas fatais. A África do Sul, que enfrenta uma variante do novo coronavírus potencialmente mais contagiosa, tem 1,4 milhão de casos da Covid-19 e 46 mil mortes pela doença.

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