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Butantan afirma que Ministério da Saúde ignorou oferta de 160 milhões de doses da CoronaVac

Atualizado em -

Butantan afirma que Ministério da Saúde ignorou oferta de 160 milhões de doses da CoronaVac Aloisio Mauricio/Fotoarena/Estadão Conteúdo
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Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, declarou nesta sexta-feira (19) que o Ministério da Saúde ignorou uma oferta feita em julho do ano passado para o fornecimento de 160 milhões de doses da CoronaVac, vacina do laboratório chinês Sinovac.

Em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do Estado de São Paulo, ao qual o Butantan é vinculado, Covas disse que a oferta foi reiterada nos meses de agosto, outubro e dezembro novamente sem resposta por parte da pasta.

"Vamos colocar a responsabilidade em quem tem responsabilidade. Estão aqui os ofícios que foram encaminhados ao Ministério da Saúde ofertando vacinas. O primeiro em 30 de julho de 2020. Ofertamos nessa oportunidade 60 milhões de doses de vacinas prontas para entrega ainda em 2020 e 100 milhões para serem entregues em 2021. Não tivemos resposta", disse Covas enquanto mostrava uma apresentação com a imagem dos ofícios.

O contrato assinado entre o Butantan e o Ministério em janeiro prevê a entrega de 46 milhões de doses da CoronaVac até abril, com a opção, exercida pela pasta em fevereiro, de mais 54 milhões de doses da vacina.

A declaração de Covas foi uma resposta à manifestação na véspera do secretário-executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco, que atribuiu ao Butantan o atraso na entrega de doses da vacina aos Estados e municípios.

Instituto Butatan enfrentou problemas com insumo

Nesta quarta-feira (17), o governo anunciou que 230,7 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 serão entregues até 31 de julho. Entre elas, 9,3 milhões eram aguardadas para fevereiro e seriam enviadas pelo Instituto Butantan, que teve problemas com a importação de matéria-prima.

Em nota, o Instituto Butantan ressaltou que montou uma força-tarefa para acelerar a entrega das doses, mas que o governo federal tem culpa pelo atraso. Além disso, ressaltou que já entregou 9,8 milhões de doses da vacina contra o novo coronavírus ao Ministério da Saúde, o que corresponde a 90% de todas as vacinas usadas na rede pública do país.

"O Ministério da Saúde omite e ignora fatos em seu comunicado oficial. Deixa de informar que, como é de conhecimento público, o desgaste diplomático causado pelo governo brasileiro em relação à China provocou atrasos no envio da matéria-prima necessária para a produção da vacina", informou o instituto.

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