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Ineep informa que governo deve adotar medidas fiscais estruturais para conter alta de combustíveis

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Ineep informa que governo deve adotar medidas fiscais estruturais para conter alta de combustíveis Pixabay
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O Instituto de Estudos Estratégico de Petróleo (Ineep), que é ligado à Federação Única dos Petroleiros (FUP), informou nesta sexta-feira (09) que o governo federal precisará adotar medidas fiscais estruturais para evitar que os preços dos combustíveis continuem sensíveis a movimentos externos do mercado.

Em live na sua página no Facebook na quinta-feira (18), o presidente Jair Bolsonaro sinalizou que reduzirá os impostos federais sobre o diesel e o gás de cozinha a partir de março, de modo a compensar os reajustes recentes feitos pela Petrobras, em linha com a política de preços da companhia de manter a paridade com os preços internacionais.

Segundo o instituto, a medida apresentada pelo mandatário é paliativa e, no caso do diesel, a isenção tributária será suficiente somente para compensar a mais recente alta no preço anunciada pela Petrobras.

“É importante que o governo adote medidas fiscais para conter o aumento dos combustíveis, mas caso não se pense em nenhuma medida do ponto de vista estrutural, os preços continuarão sensíveis a qualquer movimento externo”, disse em nota o instituto.

Instabilidade nos mercados

Nesta sexta-feira (19), Bolsonaro disse, em visita a Sertânia (PE), que haverá "mudanças, sim, na Petrobras". Ele ainda afirmou que a política de preços de combustíveis da empresa "não vai continuar sendo um segredo de estado" e que exige e cobra "transparência de todos aqueles que tem a responsabilidade de indicar".

A declaração sobre a redução do tributo do diesel nas refinarias por 60 dias causou instabilidade nos mercados, já que medida traz impacto bilionário nas contas do governo. A estimativa de perda de arrecadação não foi informada, nem como ela será compensada nas contas públicas.

"Nesses dois meses traremos medidas que possam trazer conforto na questão de combustíveis no Brasil. É isso que queremos… se lá fora aumenta o preço do barril do petróleo e aqui dentro o dólar está alto, sabemos de suas repercussões no preço do combustível, mas isso não vai continuar sendo um segredo de estado, exijo e cobro transparência de todos aqueles que tenho responsabilidade de indicar", disse em Pernambuco sem detalhar quais ações deve adotar efetivamente sobre a Petrobras.

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