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CVM analisa abertura de processo para investigar mudanças na Petrobras

Atualizado em -

CVM analisa abertura de processo para investigar mudanças na Petrobras André Motta de Souza | Agência Petrobras
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A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) analisa a abertura de um processo administrativo para investigar a nomeação do general Joaquim Silva e Lina para a presidência da Petrobras (PETR3;PETR4). O objetivo seria avaliar se o anúncio seguiu as regras de divulgação de fatos relevantes que possam ter impacto significativo no valor das ações da companhia.

Entre as primeiras declarações de Jair Bolsonaro sobre “mudar alguma coisa” na Petrobras e o anúncio oficial do governo sobre a troca no comando da estatal, a companhia perdeu R$ 28 bilhões em marco de mercado.

A CVM diz que não comenta casos específicos, mas apuração publicada pela Folha indica a abertura de processo. A própria entidade, segundo a Instrução CVM 358, define como fato relevante passível de apuração informações que possam influir “na cotação dos valores mobiliários” e na “decisão de comprar, vender ou manter tais títulos”.

Em relatório distribuído neste domingo, 21, a XP rebaixou a recomendação das ações da Petrobras de “neutro” para “venda”, revisando também o preço-alvo da ação, que caiu de R$ 32,00 para R$ 24,00. No parecer, a XP atribuiu a alteração à sinalização negativa em termos da perspectiva de governança da estatal e à atual gestão de preços com o anúncio de substituição do presidente da companhia.

Conselheiros

O jornalista Merval Pereira publicou em sua coluna do Globo deste domingo que alguns membros do conselho de administração da Petrobras se reuniram com o ministro Bento Albuquerque (Minas e Energia), que garantiu a eles que nada mudaria no mecanismo de reajuste de preços da estatal. Os conselheiros, no entanto, não se convenceram e lembraram que a atitude do governo na última semana transformaram em ‘prejuízo bilionário’ o balanço com ‘resultados excelentes’ que seria divulgado na próxima semana.

Ainda de acordo com o colunista, conselheiros que não estão aceitando a demissão de Roberto Castello Branco se preocupam com mudanças que afetem contratos e acordos já firmados, no Brasil e no exterior, prevendo sanções por quebra de compromissos.

A conselheira Rosângela Buzanelli, que representa os funcionários da Petrobras no conselho, criticou a ação de Bolsonaro.

”No mérito, que devido à forma em que se deu o fato, este é mais um desrespeitoso ato presidencial, típico de alguém sem nenhum preparo para o cargo que ocupa, conforme sistematicamente comprovado pelo cenário socioeconômico, sanitário e político do país", disse ao G1 a conselheira Rosângela Buzanelli.

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