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O que é swap e como ele é usado para controlar o câmbio

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O que é swap e como ele é usado para controlar o câmbio Pexels
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O swap (troca, em inglês) consiste em um acordo para que duas partes troquem o risco de uma posição, em uma data futura, com critérios já pré-estabelecidos.

Em meio a crise econômica global em decorrência da pandemia do coronavírus e movimentos políticos e econômicos internos e externos, a moeda brasileira foi amplamente afetada. No dia 22 de fevereiro de 2021, a moeda norte-americana chegou a registrar R$ 5,545, com alta de +2,79% na comparação diária. Em março de 2020, início da pandemia, o dólar valia R$ 5,1981 para compra, sendo que, no mesmo período em 2019, a cotação era de R$ 3,8961. Um aumento de 33,42% no período.

No dia de 22 de fevereiro de 2021, o Banco Central (BC) vendeu US$ 1 bilhão em novos contratos de swap cambial. Foram vendidos 8.300 contratos de swap cambial para o vencimento em 1º de junho de 2021, e 11.700 para outubro.

"No contrato de swap, o BC se compromete a pagar ao detentor do swap a variação do dólar, acrescida de uma taxa de juros ("cupom cambial"), e a receber a variação da taxa de juros doméstica acumulada no mesmo período (taxa Selic). Portanto, quem vende esse contrato fica protegido caso a cotação do dólar aumente, mas tem de pagar a taxa Selic para o comprador, no caso o BC", aponta a instituição.

É como se os investidores contassem que os juros irão subir mais que o Dólar, quanto o BC aposta o contrário. No fim, os dois trocam seus rendimentos. Caso a moeda americana aumente mais que os juros, os investidores estão protegidos, enquanto o banco deixa de ganhar.

O objetivo da autoridade monetária não é lucrar em cima da operação. Ela oferta esse contrato quando julga que há a necessidade de controlar altas acentuadas do dólar que impactam diretamente na inflação do país.

"O objetivo dessas operações é prover "hedge" cambial – proteção contra variações excessivas da moeda americana em relação ao real – e liquidez ao mercado de câmbio doméstico. A compra de contrato de swap pelo BC funciona como injeção de dólares no mercado futuro", conclui o BC.

Vamos para um exemplo para que fique mais claro:

Suponhamos uma empresa brasileira X que exporte seus produtos e receba o valor em dólar. Neste caso, os custos da empresa são pagos em reais, isso significa que qualquer variação cambial na moeda afeta a empresa e seus ganhos. Agora, uma empresa importadora Y passa pela situação contrária, em que recebe em reais, porém utiliza de dólar para adquirir seus produtos.

Para se livrar destes efeitos, as empresas resolvem fazer uma operação de “swap” de dólar x real. Ambas acordam em trocar os riscos das moedas. No vencimento do contrato, a variação cambial não afetará em grande medida nenhuma das duas empresas.

E o que é swap reverso?

Em abril de 2016, quando o dólar para compra estava cotado a R$ 3,565, o Banco Central passou a utilizar swaps reversos para equilibrar as moedas dos dois países (EUA-Brasil). Como o próprio nome supõe, ele é o contrário do swap cambial, e é usado como controle da desvalorização da moeda norte-americana. O mecanismo é o mesmo do swap tradicional, com a diferença das rentabilidades trocadas. O BC oferece aos compradores os juros do período. O investidor, por outro lado, paga à autoridade monetária a oscilação desse mesmo ciclo.

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