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Hapvida e Notre Dame Intermédica chegam a um acordo para fusão

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Hapvida e Notre Dame Intermédica chegam a um acordo para fusão Freepik
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No último sábado (27), as companhias de saúde Hapvida (HAPV3) e Notre Dame Intermédica (GNDI3), anunciaram que chegaram a um acordo para fusão das empresas e divulgaram os termos do negócio.

Segundo o documento enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa combinada passará a contar com 8,4 milhões de clientes e 70 hospitais espalhados por todo o Brasil. Os acionistas da Hapvida passariam a deter 53,6% do capital social do novo grupo e os da Intermédica ficariam com 46,4%.

De acordo com o comunicado oficial, as ações da Intermédica serão incorporadas à Hapvida.

“Sujeito aos termos e condições previstos no Acordo e no Protocolo, com a consumação da Incorporação de Ações seguida da Incorporação de Sociedade, os acionistas da GNDI receberão, em substituição a cada 1 (uma) ação ordinária da GNDI, (i) 5,2490 (cinco vírgula dois quatro nove zero) ações ordinárias da Hapvida (Relação de Troca); e (ii) R$ 6,45 (seis reais e quarenta e cinco centavos), atualizados pro rate die com base na variação do CDI a partir da data da aprovação da Operação, pelos acionistas da Hapvida e da GNDI, até a Data de Fechamento da Operação, sujeita aos ajustes previstos no Acordo e no Protocolo (Parcela em Caixa)”, explica o documento divulgado.

O acordo vai gerar uma nova companhia com valor de mercado de R$ 110,5 bilhões, considerando as cotações das duas empresas na bolsa de valores brasileiras (B3), na sexta-feira (26). Os custos de transação da junção das empresas devem ficar em R$ 116 milhões.

As companhias convocaram Assembleias Gerais Extraordinárias (AGEs) para o próximo dia 29 de março. A conclusão do acordo passa pela aprovação dos acionistas das empresas e pelo aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Caso aprovado, os presidentes das empresas de saúde, Irlau Machado Filho (Notre Dame) e Jorge Pinheiro (Hapvida), farão parte do conselho de administração do novo grupo, atuando como co-CEOs. Ao todo, esse conselho será formado por nove membros.

Nessa negociação, a Hapvida conta com o BTG Pactual e o Itaú BBA como assessores financeiros e o escritório Pinheiro Neto como assessor legal.

Pelo lado da Notre Dame, o JPMorgan e o Citi são responsáveis pelas questões financeiras e os assessores legais são os escritórios Souza, Mello e Torres, Lefosse e Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr. e Quiroga.

Setor mais inelástico

O Sócio e Economista da VLG Investimentos, Leonardo Milane, destaca que as companhias do setor de Saúde tendem a não sofrerem tanto com os impactos durante crises econômicas. E, no caso da pandemia do coronavírus, muitas companhias que atuam no seguimento tiveram uma alta valorização devido ao aumento pela demanda.

"Empresas do setor da Saúde, normalmente, têm um faturamento muito inelástico. Ou seja, significa que elas têm menos sazonalidade, menos dependência de um setor econômico favorável para que continuem gerando caixa. Afinal de contas, não escolhemos hora para usar serviços de saúde. Pelo contrário, consumimos de maneira aleatória, de forma perene ao longo da vida e numa curva ascendente conforme ficamos mais velhos", explica Milane.

Aprenda mais sobre como aproveitar o crescimento perene de empresas que atuam na área da Saúde ouvindo o episódio do podcast +Q1Minuto sobre o assunto. O Sócio e Economista da VLG Investimentos, Leonardo Milane, mergulha no tema e explica de forma mais ampla como os investidores podem se orientar na escolha de papéis que tornem a carteira de ativos mais resistente ao sobe e desce da bolsa de valores.

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