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Brasil deixa grupo das 10 maiores economias do mundo; Economia diz que queda do PIB poderia ser de 9%

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Brasil deixa grupo das 10 maiores economias do mundo; Economia diz que queda do PIB poderia ser de 9% André Coelho | Getty Images
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Com o resultado consolidado do PIB de 2020, o Brasil deixa o grupo das dez maiores economias do mundo, conforme já havia antecipado estudo do FGV, de outubro do ano passado. O Brasil deverá ficar em 12º no ranking mundial, ultrapassado por Canadá, Coreia do Sul e Rússia.

”Fica muito claro que o Brasil tem algum problema crônico e interno. É uma questão doméstica muito grave, que atribuo aos problemas que existem na gestão do Executivo e do Congresso, conflitos que persistem ao longo do tempo”, diz o economista-chefe da agência Austin Rating, Alex Agostini, segundo relato colhido pela agência Estado.

Apesar do tombo, o resultado no Brasil deverá ser menor do que o de vizinhos da América Latina, sobretudo em razão do auxílio emergencial, que impediu uma recessão ainda maior no país. Por outro lado, a queda deverá ser maior do que a de emergentes asiáticos. A retomada no Brasil também poderá ser inferior a dos emergentes asiáticos e insuficiente para repor as perdas de 2020.

Economistas ouvidos pela reportagem da agência Estado apontaram que o nível da retomada depende do controle da pandemia, do ritmo da vacinação e da prorrogação de estímulos e auxílios, ainda em discussão no Congresso.

”Sem a vacina não tem jogo, vamos estar atrasados em relação aos demais países do mundo. Não tem vacina em quantidade necessária para imunizar 70% e alcançar a imunidade de rebanho. O crescimento da economia este ano pode ser menor que o esperado. Eu, particularmente, não acredito num avanço de 3.6%, por conta das incertezas, mas, principalmente, por causa da vacina”, avaliou Cláudio Considera, coordenador do Núcleo de Contas Nacionais do Ibre/FGV.

Nota Técnica

Em nota técnica sobre a queda de 4,1% do PIB, o Ministério da Economia disse que houve “pronta reação da economia brasileira” às medidas do governo para conter a crise gerada pela pandemia de Covid-19, o que possibilita uma queda menos aguda do indicador.

”Houve reversão das estimativas de mercado e de organismos internacionais ao longo do ano, que indicavam retração ainda mais aguda – algumas estimativas de queda do PIB superavam 9%”, diz a pasta, em nota.

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