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PIB brasileiro registra queda de 4,1% em 2020, maior recuo desde 1996

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PIB brasileiro registra queda de 4,1% em 2020, maior recuo desde 1996 José Paulo Lacerda / CNI
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Nesta quarta-feira (3), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil encerrou o último ano com baixa de 4,1%, na comparação com 2019. O recuo foi o maior registrado desde 1996 e interrompeu o crescimento de três anos seguidos.

O Produto Interno Bruto Brasileiro (PIB) ficou em R$ 7,4 trilhões. Já o PIB por habitante, em 2020, foi de cerca de R$ 35 mil, registrando queda de 4,8%.

“O resultado é efeito da pandemia de Covid-19, quando diversas atividades econômicas foram parciais ou totalmente paralisadas para controle da disseminação do vírus. Mesmo quando começou a flexibilização do distanciamento social, muitas pessoas permaneceram receosas de consumir, principalmente os serviços que podem provocar aglomeração”, analisa a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis.

O resultado caminha de acordo com a estimativa que havia sido projetada pelo ministro Paulo Guedes (Economia) na terça-feira (2).

"O Brasil vai cair um pouquinho menos de 4%. O Brasil estava começando a decolar, a Covid nos derrubou, (mas) já estamos começando a levantar de novo. E se fizermos as coisas certa. O mais importante que temos que fazer agora é vacinação em massa. Quando todo mundo estiver imunizado, a volta ao trabalho é bem mais tranquila", explicou o ministro.

Entre os principais setores, apenas a agropecuária registrou crescimento. O seguimento fechou o ano com aceleração de 2%. Essa alta foi impulsionada pelo crescimento da produção de 24,4% do café e de 7,1% da soja.

A maior queda foi registrada na importação, recuo de 10%. Logo em seguida, o consumo de famílias fechou com baixa de 5,5%, o consumo do governo teve desaceleração de 4,7%. Responsáveis por cerca de 95% da economia nacional, os setores de serviços e indústria registraram queda de 4,5% e 3,5%, respectivamente.

Na comparação trimestral, o PIB avançou 3,2% em relação ao terceiro trimestre de 2020. Este foi o segundo resultado positivo nas comparações trimestrais do ano.

“Essa desaceleração é esperada porque crescemos sobre uma base muito alta, no terceiro trimestre (7,7%), após um recuo muito profundo no auge da pandemia, o segundo trimestre (-9,2%)”, explica Rebeca Palis.

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