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Quatro conselheiros da Petrobras pedem para não ter os mandatos renovados

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Quatro conselheiros da Petrobras pedem para não ter os mandatos renovados Agência Brasil
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Em nota divulgada na noite de ontem, a Petrobras informou que quatro conselheiros indicados pelo governo Bolsonaro pediram para deixar o conselho de administração da estatal.

Segundo a Petrobras, as indicações de João Cox Neto, Nivio Ziviani, Paulo César de Souza e Omar Carneiro da Cunha foi feita pelo Ministério de Minas e Energia no último dia 19.

Dos quatro conselheiros que rejeitaram o convite do governo para seguir na estatal, Omar Carneiro da Cunha citou diretamente como causa a indicação do general Joaquim Silva e Luna para suceder Roberto Castello Branco.

”Em virtude dos recentes acontecimentos relacionados às alterações na alta administração da Petrobras, e os posicionamentos externados pelo representante maior do acionista controlador da mesma, não me sinto na posição de aceitar a recondução de meu nome como Conselheiro desta renomada empresa”, afirmou Cunha, em ofício enviado ao almirante Eduardo Leal, presidente do conselho.

O conselheiro Paulo Cesar de Souza e Silva também enviou manifestação a Leal. No seu comunicado, ele justifica a decisão em virtude do seu “mandato de conselheiro que será, em breve, interrompido”. No texto, ele elogiou a gestão do atual presidente da empresa, Roberto Castello Branco.

”Aproveito para registrar meu respeito e reconhecimento pelo excelente trabalho desenvolvido pela Diretoria Executiva e funcionários da Petrobras bem como pelos meus colegas Conselheiros sob a liderança do Presidente Eduardo Leal”, escreveu Silva.

Ainda de acordo com a nota da Petrobras, os conselheiros João Cox Neto e Nívio Ziviani “lamentavelmente não poderão aceitar por razões pessoais”.

Investigação

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) detectou movimentação atípica na bolsa que sugere que investidores detinham informação privilegiada de mudança no comando da Petrobras. Até o momento, no entanto, ainda não há decisão sobre a abertura de um processo formal de investigação.

No pregão do último dia 18, ocorreram pelo menos duas grandes compras de contratos de opção de vendas das ações preferenciais da Petrobras. Segundo publicou a jornalista Malu Gaspar (O Globo), as duas operações foram executadas por meio da corretora Tullet Prebon.

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