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Rio Alto Energias solicita IPO para investir em energia solar e expansões de usinas

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Rio Alto Energias solicita IPO para investir em energia solar e expansões de usinas Envato
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A Rio Alto Energias Renováveis protocolou na CVM (Comissão de Valores Mobiliários) um pedido para o seu IPO (Oferta Pública Inicial) na B3.

Atuando na geração e comercialização de energia, a companhia quer obter recursos através da emissão das ações para investir na construção de usinas solares. Entre os projetos previstos estão: a expansão do complexo Coremas e os parques Santa Luzia, Sol do Agreste e Lagoa Tapada.

Segundo informações do prospecto, o objetivo da companhia - que atualmente opera três usinas do parque Coremas na Paraíba, com cerca de 93 megawatts - é atingir 1,8 gigawatt em capacidade instalada até 2023.

Outras cinco usinas deverão iniciar o funcionamento na mesma região, totalizando 156 megawatts de potência instalada adicional. A Rio Alto tem ainda sete projetos "em fase de estruturação", que criariam mais 1,57 gigawatt adicional.

"O IPO também deverá servir para reforço de caixa e para potenciais operações de fusões e aquisições, essas mirando projetos solares 'e empresas que apresentem sinergias aos negócios da companhia'", acrescentou a geradora de energia no documento encaminhado com a sua solicitação.

Próximos projetos

A empresa informou já ter fechado contratos de venda de longo prazo junto à estatal paranaense Copel, através das futuras expansões do parque de Coremas.

De acordo com o seu comunicado, a Rio Alto também já vendeu parte da capacidade de outros projetos, prontos para construir, em contratos com a estatal Furnas, da Eletrobras, e a comercializadora de energia Tradener. Ainda segundo o prospecto, a empresa tem negociações como o Banco do Nordeste para financiar as usinas e já assegurou recursos para sete das oito unidades previstas no complexo Coremas.

Recorde de IPOs na B3

Depois do ano passado (com o recorde de ofertas públicas de ações na década), o ano de 2021 iniciou com uma fila de empresas solicitando a abertura de capital na bolsa de valores brasileira.

Em análise sobre este cenário, o Banco Itaú BBA projeta um volume de até R$ 140 bilhões em ofertas de ações em 2021, entre IPOs e ofertas subsequentes. No ano passado, a B3 registrou 28 IPOs - o segundo maior número da história – ficando atrás somente de 2007, com 64. Porém, em volume nominal de recursos captados, 2020 foi recorde, com R$ 117 bilhões contra R$ 55 bilhões há 13 anos. Os lançamentos foram de companhias que atuam em diversos setores, desde a Rede D’Or (R$ 11,4 bilhões) até a Petz (R$ 3 bi).

"De fato esse tipo de negociação beneficia muito o investidor que deseja diversificar e busca uma alternativa além da renda fixa. No entanto, um IPO não é necessariamente algo bom para o investidor. Tem que ser feito um trabalho de garimpo, de muito estudo sobre essas empresas que vão abrir capital. O investidor precisa da ajuda de um profissional, de um assessor de investimentos de qualidade, para poder separar o joio do trigo. É muita informação para ser avaliada e para o investidor que está começando digerir de uma vez", destaca Leonardo Milane, Sócio e Economista da VLG Investimentos.

Entenda mais sobre o universo dos IPOs ouvindo o episódio do podcast +Q1Minuto sobre o crescimento das ofertas disponíveis na B3. Nele o Sócio e Economista da VLG Investimentos, Leonardo Milane, aprofunda o tema e explica com mais detalhes como os investidores podem se orientar sobre os papéis de novas empresas lançados na bolsa de valores.

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