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Cteep conclui projeto de transmissão com gasto 40% abaixo do previsto; Setor segue crescimento perene

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Cteep conclui projeto de transmissão com gasto 40% abaixo do previsto; Setor segue crescimento perene Divulgação | Isa Cteep
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Em comunicado divulgado nesta quinta-feira (04), a Isa Cteep (TRPL4) informou que sua subsidiária IE Aguapeí concluiu um projeto no Estado de São Paulo e energizou a subestação Baguaçu - com 600 MVA de potência e 16km de linhas de transmissão.

Apesar da obra ter demandado um investimento de cerca de R$ 360 milhões, o valor teve uma redução de mais de 40% aos aportes previstos no empreendimento pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

A transmissora de energia elétrica registrou também que o projeto é financiado por meio de debêntures emitidas na ISA CTEEP. Até o momento, contou com R$ 126 milhões provenientes da 7ª emissão (IPCA+4,7%a.a.), R$ 1,6 milhão da 8ª emissão (IPCA+3,5%a.a.) e R$ 99,6 milhões da 9ª emissão (IPCA + 5,30% a.a.). Levando em consideração essas emissões, a companhia já financiou cerca de 63% do projeto.

A IE Aguapeí está localizada no estado de São Paulo e consiste na implantação 121 km de linhas de transmissão (140 km de circuito) e de subestações com 1.400 MVA de potência.

"A instalação dessas duas novas subestações beneficia o Sistema Interligado Nacional (“SIN”), aliviando os carregamentos dos sistemas 440 kV da região e ampliando a capacidade de utilização da malha de 138 kV. A subestação Alta Paulista beneficia o município de Presidente Prudente e arredores, e a subestação Baguaçu a cidade de Araçatuba e entorno", explica a empresa.

Cteep compra Piratininga–Bandeirantes Transmissora

Na última terça-feira (02), a Cteep informou ainda que foi concluída a aquisição da totalidade das ações do capital social da Piratininga-Bandeirantes Transmissora de Energia. O processo foi finalizado após o cumprimento de condições precedentes previstas em contrato, tais como a anuência do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

O preço de aquisição final (equity value) registrado foi de R$ 1,5 bilhão, levando em consideração os mecanismos de ajuste de preço alinhados no contrato de compra e venda de ações, assim como a dívida líquida total de R$ 330 milhões na data-base 31 de dezembro de 2020.

Atualmente, a Piratininga–Bandeirantes tem a concessão de uma linha de transmissão subterrânea de 30 quilômetros na cidade de São Paulo.

Setor mais perene

Nesta quarta-feira (3), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil encerrou o último ano com baixa de 4,1%, na comparação com 2019. O recuo foi o maior registrado desde 1996 e interrompeu o crescimento de três anos seguidos.

"O resultado é efeito da pandemia de Covid-19, quando diversas atividades econômicas foram parciais ou totalmente paralisadas para controle da disseminação do vírus. Mesmo quando começou a flexibilização do distanciamento social, muitas pessoas permaneceram receosas de consumir, principalmente os serviços que podem provocar aglomeração", analisa a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis.

O Sócio e Economista da VLG Investimentos, Leonardo Milane, destaca que as companhias que prestam serviços no setor elétrico tendem a não sofrerem tanto com os impactos durante crises econômicas. Ele explica que, numa ponta, os consumidores seguem consumindo eletricidade em suas casas, por exemplo, e, do outro lado, essas empresas têm um faturamento e uma geração de caixa mais previsíveis do que outros setores.

"Empresas de energia elétrica atuam num setor mais inelástico. Ou seja, têm menos sazonalidade. Elas têm menos dependência de um setor econômico favorável para que continuem gerando caixa. O serviço delas será consumido de maneira perene, de maneira frequente, independentemente do ciclo econômico", afirma Milane.

Podcast +Q1Minuto

Aprenda mais sobre como aproveitar o crescimento perene de empresas que atuam em setores como Saúde ou Energia Elétrica ouvindo o episódio do podcast +Q1Minuto sobre o assunto. O Sócio e Economista da VLG Investimentos, Leonardo Milane, mergulha no tema e explica de forma mais ampla como os investidores podem se orientar na escolha de papéis que tornem a carteira de ativos mais resistente ao sobe e desce da bolsa de valores.

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