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Governadores enviam carta a Bolsonaro cobrando "esforço" e celeridade na compra de vacinas

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Governadores enviam carta a Bolsonaro cobrando "esforço" e celeridade na compra de vacinas Marcelo Camargo/ Agência Brasil
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Em carta direcionada ao presidente Jair Bolsonaro nesta quinta-feira (04), governadores de 14 estados pedem "imediata adoção de providências" para compra de vacinas contra Covid-19 junto a outros países e entidades internacionais, como a Organização Mundial de Saúde (OMS). Os chefes dos executivos estaduais alegam no documento que as medidas que tomaram para tentar conter o avanço da doença estão "próximos do exaurimento" e que a pandemia "seguirá ceifando vidas, ameaçando, desafiando e entristecendo todos nós". Nesse sentido, dizem os governadores, "a vacinação em massa, com a maior brevidade possível, é a alternativa que se afigura como a mais recomendável".

"Neste momento, há novas, reais e importantes justificativas para que o Brasil obtenha, com celeridade, novas remessas de imunizantes, a principal delas é a chegada e a rápida disseminação, já no estágio de transmissão comunitária, da nova variante P1, que tem se revelado ainda mais letal, prejudicando os esforços para proteger a vida de nossas cidadãs e cidadãos, bem como de suas famílias", afirmam os governadores no documento.

Em sua live semanal, Bolsonaro falou que irá entregar ao menos 60 milhões de vacinas até abril.

"A partir de janeiro, quando a Anvisa deu o primeiro sinal verde, eu sempre disse: 'havendo a verificação por parte da Anvisa compraremos aquela vacina, não interessa qual país seja o fabricante', e assim começamos a fazer", disse o presidente. Em outubro de 2020, porém, ele afirmou que não compraria a CoronaVac, vacina produzida pelo Instituto Butantan em parceria com farmacêutica a chinesa Sinovac. Depois o governo realizou a compra.

Mais cedo, o presidente da República chamou de idiota quem pede por vacina: "Tem idiota que a gente vê nas redes sociais, na imprensa, [dizendo] 'vai comprar vacina'. Só se for na casa da tua mãe. Não tem [vacina] para vender no mundo." Também nesta quinta, o mandatário declarou também durante uma viagem a Goiás que é preciso "enfrentar os problemas", acrescentando: "Chega de frescura, de mimimi. Vão ficar chorando até quando?".

Pfizer

Na live, Bolsonaro pontuou ainda sobre o termo de intenção de compra das vacinas da Pfizer e da Janssen. Ele voltou a justificar que a demora no acordo com a farmacêutica Pfizer, cuja vacina já tem o registro definitivo da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), se deu por conta da cláusula de responsabilidade do contrato.

"A Pfizer é bem clara em seu contrato: 'não nos responsabilizamos por qualquer efeito colateral'. A barra é pesada né? Quem vai se responsabilizar se der um problema, uma reação qualquer, podendo até ter problemas graves? Não seria a Pfizer. O Congresso aprovou que passa a ser o governo federal no tocante a isso, tudo bem, então o Pazuello vai comprar", disse.

O mandatário aproveitou a ocasião para dizer novamente que a vacinação contra Covid-19 não é obrigatória. "A vacina, de nossa parte, será voluntária, vai tomar quem quiser, nós jamais vamos obrigar ou criar sanções para quem por ventura não tomar vacina", afirmou.

Guedes

Em vídeo divulgado hoje, o ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu a vacinação em massa contra a Covid-19. No vídeo, Guedes aparece ao lado do senador Márcio Bittar (MDB-AC), relator da proposta de emenda à Constituição conhecida como PEC Emergencial, aprovada pelo Senado nesta quinta. Na gravação, o ministro comemora a aprovação do texto.

"Nós precisamos de saúde, emprego e renda. Primeiro, a saúde. Sem saúde, não há economia. E, da mesma forma, a vacinação em massa é o que vai nos permitir manter a economia em funcionamento", afirma Guedes no vídeo.

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