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Fusões e aquisições no setor de Saúde movimentaram US$ 1 bi no Brasil em 2020

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Ter um plano de saúde ainda segue como um dos principais desejos da maioria dos brasileiros. A pedido do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), o Ibope realizou uma pesquisa que confirmou que o plano de saúde, fica atrás apenas da educação e da casa própria, no quesito vontade dos entrevistados.

Outro levantamento, divulgado pelo IBGE no ano passado - com base em dados levantados na Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) - revelou que o acesso aos planos de saúde ainda tem muito espaço para crescer no Brasil. De toda a população brasileira, apenas 28,5% tinham algum plano de saúde, odontológico ou médico. O número equivale a menos de um terço da população (59,7 milhões de pessoas).

Os dados coletados pelo IBGE apontam ainda que grande parte dos beneficiários dos planos de saúde dependem de seus empregadores para pagarem parte ou integralmente o plano (45,4% das pessoas).

Fusões e aquisições

Durante o avanço da pandemia da Covid-19 no ano passado, o Brasil registrou 60 operações de fusões e aquisições no mercado de saúde. Em 2020, essas negociações movimentaram US$ 1,088 bilhão. Em 2019, o setor realizou 73 negociações, totalizando o montante de US$ 1,641 bilhão. Essas informações foram compiladas por um levantamento da RGS Partners (assessoria em fusões e aquisições e captação de recursos).

O setor teve alguns destaques relevantes em 2020. Em dezembro, a Notredame Intermédica comprou o hospital Lifecenter, em Belo Horizonte (MG), por R$ 240 milhões. Já o Grupo Dasa (DASA3), dono de laboratórios como o Delboni Auriemo, adquiriu a rede de hospitais Leforte, em São Paulo, numa operação registrada de R$ 1,77 bilhão. Na área dos planos de Saúde, a Qualicorp (QUAL3) conquistou a carteira da Muito Mais Saúde e finalizou a aquisição da Plural e da Oxcorp. Por fim, o laboratório Fleury (FLRY3) comprou o Centro de Infusões Pacaembu e a Clínica de Olhos Moacir Cunha.

E o ano de 2021 iniciou com negociações de valores muito maiores. Na última semana de fevereiro, foi anunciada a fusão entre a Hapvida (HAPV3) e o Grupo NotreDame Intermédica (GNDI3). Com a fusão, as empresas agregam um total de 8,3 milhões de vidas, uma rede de 84 hospitais e a cobertura de 20 Estados brasileiros (sendo 18 com rede própria de hospitais), criando uma gigante de R$ 110,5 bilhões em valor de mercado.

IPOs

Até o dia 04 de março, 24 empresas pediram seus registros de IPO na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Desde total, sete operam no setor de Saúde: Bionexo; Blau Farmacêutica; CM Hospitalar, Hospital Care Caledônia; Hospital Mater Dei; Kora Saúde; e Laboratório Teuto.

Os dados apontam que as companhias de Saúde cada vez mais buscam captar recursos financeiros através da aberturas de capital (IPO) na bolsa de valores. É o caso da Rede D’Or, como noticiado pelo Mercado1Minuto, que movimentou R$ 11,39 bilhões em sua Oferta Pública Inicial de ações em 2020 - ocupando o terceiro lugar em volume registrado na história da B3.

Atualmente, o Ibovespa (principal índice da B3) conta com seis companhias ligadas de alguma forma ao setor de saúde. Elas juntas, na carteira teórica de 1º de março, tinham um peso de cerca de 6,5%: Intermédica (2,5%), RaiaDrogasil (1,2%), Hapvida (0,8%), Hypera (0,66%), SulAmérica (0,45%), Fleury (0,4%) e Qualicorp (0,4%).

Setor mais inelástico

O Sócio e Economista da VLG Investimentos, Leonardo Milane, destaca que as companhias do setor de Saúde tendem a não sofrerem tanto com os impactos durante crises econômicas. E, no caso da pandemia do coronavírus, muitas companhias que atuam no seguimento tiveram uma alta valorização devido ao aumento pela demanda.

"Empresas do setor da Saúde, normalmente, têm um faturamento muito inelástico. Ou seja, significa que elas têm menos sazonalidade, menos dependência de um setor econômico favorável para que continuem gerando caixa. Afinal de contas, não escolhemos hora para usar serviços de saúde. Pelo contrário, consumimos de maneira aleatória, de forma perene ao longo da vida e numa curva ascendente conforme ficamos mais velhos", explica Milane.

Aprenda mais sobre como aproveitar o crescimento perene de empresas que atuam na área da Saúde ouvindo o episódio do podcast +Q1Minuto sobre o assunto. O Sócio e Economista da VLG Investimentos, Leonardo Milane, mergulha no tema e explica de forma mais ampla como os investidores podem se orientar na escolha de papéis que tornem a carteira de ativos mais resistente ao sobe e desce da bolsa de valores.

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