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Governadores articulam pacto nacional de combate à Covid

Atualizado em -

Governadores articulam pacto nacional de combate à Covid Ueslei Marcelino | Reuters
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Governadores de 21 estados e do Distrito Federal devem se reunir hoje, no Rio de Janeiro, com o ministro Eduardo Pazuello (Saúde) e representantes da Fiocruz para discutir estratégias para frear a pandemia e formas de agilizar o processo de vacinação. Até agora, apenas 3,88% da população do Brasil foi vacinada.

Segundo o governador Wellington Dias (PT), que comanda o fórum dos governadores, apenas cinco estados ainda não aderiram à proposta de enfrentamento conjunto: Acre; Mato Grosso do Sul; Rondônia; Roraima e Tocantins. A consulta continua em aberto para novas adesões.

Em entrevista à Globonews neste domingo, 7, Wellington Dias disse que a ideia é promover uma “experiência” de restrições nacionais, até o próximo domingo.

”Não adianta o meu estado fazer e outro não fazer. Isso é o que chamei de ‘enxugar gelo’, ou seja, a transmissibilidade tem que ser cortada nacionalmente. É claro que o ideal é como fazem outros países, o poder central estar fazendo isso”, diz Wellington Dias.

Diante da falta de ações do governo federal, a Frente Nacional de Prefeitos (FNP) formou um consórcio, até agora formado por 1.703 prefeituras – o equivalente a 60% da população –, para a compra conjunta de vacinas.

Ontem, também em entrevista à Globonews, o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), cobrou uma posição do Executivo sobre a aquisição de imunizantes pelo país.

”Vamos ser pragmáticos. O Pazuello não manda. Tem que sentar com quem manda, que é o Presidente da República. Vamos sentar lá no Palácio do Planalto e perguntar: Presidente, vai ter vacina ou não? É simples”, disse Kalil.

Ontem, o Brasil registrou 1.054 mortes pelo novo coronavírus e chegou ao total de 265.500 óbitos. A média móvel de mortes no Brasil nos últimos sete dias chegou a 1.497, a maior desde o começo da pandemia.

Israel

O ministro Ernesto Araújo (Relações Exteriores) se encontra hoje com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e com dirigentes do Centro Médico Sourasky, que está em fase inicial do desenvolvimento de um spray nasal contra a Covid-19. Há encontros previstos também com representantes do Instituto Weizman de Ciência, que estuda o desenvolvimento de vacinas, e do Centro de Pesquisa do Hosputal Hadassah, que estuda o uso do medicamento Allocetra no tratamento da doença.

Ontem, Ernesto Araújo foi repreendido pelo por não estar de máscara durante uma cerimônia oficial com o chanceler israelense Gabi Ashenkas.

Atualmente, Israel é o país do mundo que mais vacinou sua população. Cerca de 53% da população já foi imunizada com a vacina da Pfizer e as autoridade já começam a reabrir os serviços do país.

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