clique para ir para a página principal

Mercado de capitais registra R$ 26,2 bilhões em emissões no mês de fevereiro; debêntures são destaque

Atualizado em -

Mercado de capitais registra R$ 26,2 bilhões em emissões no mês de fevereiro; debêntures são destaque Envato
► O que são debêntures e como elas funcionam?► Educação e conhecimento financeiro fazem brasileiros ficarem mais seguros nos seus investimentos

De acordo com o Boletim de Mercado de Capitais, divulgado pela Anbima nesta terça (09), as empresas brasileiras emitiram R$ 26,2 bilhões no mercado de capitais em fevereiro, representando um aumento de 23% em relação a janeiro. Já o volume consolidado nos dois primeiros meses do ano foi de R$ 47,5 bilhões.

No mês passado, as emissões de debêntures se destacaram, com um total de R$ 12,7 milhões, representando 48,3% do volume total — mais que o dobro da parcela de janeiro (R$ 4 bilhões). A maior parte dos recursos captados em fevereiro (36,9%) foi direcionada para projetos de infraestrutura. No mesmo período de 2020, essa alocação representava 12,5% do volume de ofertas.

"Esse resultado teve contribuição das 11 ofertas registradas no âmbito da Lei 12.431, ou seja, aquelas destinadas ao financiamento de infraestrutura, que proporcionam isenção de imposto de renda para pessoas físicas", explica José Eduardo Laloni, vice-presidente da Anbima.

Em seguida, estiveram em destaque as operações de renda variável, com 33,4% do volume captado em fevereiro, chegando a um total de R$ 8,8 bilhões. Deste montante, R$ 6,3 bilhões foram operações de follow-ons (ofertas subsequentes de ações) e R$ 2,5 bilhões de IPOs (Ofertas Iniciais de Ações). Os investidores estrangeiros também foram responsáveis pela subscrição dos papéis de renda variável, com participação de 30% do volume total.

O total de investimentos externos neste ano é de US$ 6,6 bilhões, abaixo dos US$ 9,5 bilhões do primeiro bimestre do ano passado. As captações das companhias brasileiras totalizaram US$ 1,4 bilhão em fevereiro, contra US$ 5,2 bilhões em janeiro, todas originadas de operações de renda fixa.

Em seu balanço, a instituição destaca ainda que estão precificados para os próximos meses 11 IPOs, com potencial de movimentar R$ 16,7 bilhões, além de 48 novas ofertas iniciais em análise na CVM.

Clique e fale com um especialista VLG Investimentos

Clique e fale com um especialista VLG Investimentos

Fundos de Investimentos

O Sócio e Economista da VLG Investimentos, Leonardo Milane, destaca os Fundos de Investimentos em Participação (FIPs) como uma categoria que merece ser avaliada por quem deseja alocar parte dos recursos em fundos.

"É uma modalidade de fundos bem recente. Ele investe com o dinheiro dos cotistas em projetos específicos e normalmente são fundos temáticos - com investimentos no setor de energia elétrica ou de saneamento básico, por exemplo - e eles têm as suas cotas negociadas em bolsa de valores. E o FIP conta ainda com uma vantagem adicional em relação a todas as outras modalidades de fundos porque ele é o único que tanto os dividendos, quanto a venda das cotas (no caso de obter lucros) são 100% isentos de cobrança de Imposto de Renda", ressalta Milane.

Entenda mais sobre os tipos de Fundos de Investimentos disponíveis na B3 ouvindo o episódio do podcast +Q1Minuto sobre quais são as principais classes de fundos e as vantagens dos FIPs, por exemplo. Nele o Sócio e Economista da VLG Investimentos, Leonardo Milane, explica com mais detalhes como os investidores podem tomar suas decisões na hora de escolher em qual tipo de fundo investir.

Relacionados:

► O que são debêntures e como elas funcionam?► Educação e conhecimento financeiro fazem brasileiros ficarem mais seguros nos seus investimentos

Leia mais: