clique para ir para a página principal

Ministro das Comunicações diz que Huawei não mostrou "interesse" na rede 5G do governo

Atualizado em -

Ministro das Comunicações diz que Huawei não mostrou "interesse" na rede 5G do governo Wang Zhao/AFP
► Huawei pede que decisão sobre 5G "seja técnica e não discriminatória" em reunião com Paulo Guedes► Chinesa Huawei deve participar do leilão 5G no Brasil

Em participação em audiência pública nesta terça-feira (09), o ministro das Comunicações, Fábio Faria, afirmou que o Brasil não excluiu a China da construção da rede 5G privativa do governo e que a Huawei sequer demonstrou "interesse" no assunto. Segundo ele, a empresa chinesa não se enquadra nos critérios de transparência e governança exigidos pelo Brasil.

O edital do leilão do 5G, aprovado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) em fevereiro, prevê que as operadoras que vencerem a disputa deverão criar uma rede privativa de comunicação para a administração pública federal. O objetivo da rede privativa é ser um canal seguro para comunicação estratégica do governo.

"A gente não exclui um país. A gente não exclui a China, para ser bem direto. Se eles quiserem participar, eles observem lá como é o acordo de acionistas deles. Se eles quiserem se adequar para classificarem, para fazer essa rede de governo, eles entram, mas é um direito do governo de escolher o seu parceiro. Eu estive na China e percebi claramente que eles não têm interesse em fazer a rede privativa do governo", declarou Fábio Faria.

Nenhuma empresa fornecedora de equipamento para o 5G tem ações negociadas na B3. Além disso, a Huawei não tem capital aberto, diferentemente das suas principais concorrentes, a sueca Ericsson e a finlandesa Nokia, com ações negociadas em Bolsas internacionais. De capital fechado, a Huawei se descreve como uma “empresa privada totalmente controlada por seus funcionários”.

Huawei

A Huawei vai inaugurar um laboratório de fibra óptica em Niterói (RJ). Este será um dos 12 espaços que a empresa planeja instalar no país em 2021. A empresa não divulgou nenhuma data. O objetivo da gigante asiática é garantir e desenvolver mão de obra qualificada mirando o potencial do 5G. O espaço ficará no Polo do Centro Universitário da Unisuam, na região metropolitana do RJ.

Trump

O governo do presidente Jair Bolsonaro vinha sendo pressionado pelo ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump para restringir a participação da empresa chinesa como fornecedora de equipamento para o 5G brasileiro. Em reunião virtual com o ministro da Economia, Paulo Guedes, em novembro do ano passado, representantes da companhia Huawei pediram que as decisões sobre a realização do leilão de frequências 5G no Brasil sejam feitas de maneira "estritamente técnica, não discriminatória e em favor do livre mercado".

Relacionados:

► Huawei pede que decisão sobre 5G "seja técnica e não discriminatória" em reunião com Paulo Guedes► Chinesa Huawei deve participar do leilão 5G no Brasil

Leia mais: