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Caixa Econômica planeja IPO no exterior de seu banco digital até começo de 2022

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Caixa Econômica planeja IPO no exterior de seu banco digital até começo de 2022 Divulgação/ Caixa
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O presidente-executivo da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, disse nesta quinta-feira (18) que o banco tem pretensões de listar as ações do seu braço digital em uma bolsa no exterior entre o final deste ano e o começo do ano que vem. Canal criado pela instituição para realizar o pagamento do Auxílio Emergencial do governo federal, o Caixa Tem atingiu 107 milhões de usuários.

"Estamos apenas esperando a aprovação do Banco Central", disse Guimarães a jornalistas durante apresentação sobre os resultados da Caixa Econômica referentes ao quarto trimestre.

A instituição financeira já tem duas operações de mercado de capitais em andamento, com a venda de ações que detém no Banco Pan e a listagem de sua unidade de seguros Caixa Seguridade, ambas em análise na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

"Há interesse enorme do mercado em conhecer a Caixa Seguridade", disse Guimarães em relação ao IPO.

A Caixa quer também listar na B3 seu outro braço de negócios, o de gestão de recursos de terceiros. Com isso, o banco pretende usar parte dos recursos com a venda dessas participações para retomar pagamentos ao governo federal de empréstimos tomados na última década sob a forma de Instrumentos Híbridos de Capital (IHCD).

Volume recorde de IPOs

Depois do ano passado (com o recorde de ofertas públicas de ações na década), o primeiro trimestre de 2021 iniciou com uma fila de empresas solicitando a abertura de capital na bolsa de valores brasileira.

Em análise sobre este cenário, o Banco Itaú BBA projeta um volume de até R$ 140 bilhões em ofertas de ações ao longo de 2021, entre IPOs e ofertas subsequentes. No ano passado, a B3 registrou 28 IPOs - o segundo maior número da história – ficando atrás somente de 2007, com 64. Porém, em volume nominal de recursos captados, 2020 foi recorde, com R$ 117 bilhões contra R$ 55 bilhões há 13 anos. Os lançamentos foram de companhias que atuam em diversos setores, desde a Rede D’Or (R$ 11,4 bilhões) até a Petz (R$ 3 bi).

"De fato esse tipo de negociação beneficia muito o investidor que deseja diversificar e busca uma alternativa além da renda fixa. No entanto, um IPO não é necessariamente algo bom para o investidor. Tem que ser feito um trabalho de garimpo, de muito estudo sobre essas empresas que vão abrir capital. O investidor precisa da ajuda de um profissional, de um assessor de investimentos de qualidade, para poder separar o joio do trigo. É muita informação para ser avaliada e para o investidor que está começando digerir de uma vez", destaca Leonardo Milane, Sócio e Economista da VLG Investimentos.

Podcast +Q1Minuto

Entenda mais sobre o universo dos IPOs ouvindo o episódio do podcast +Q1Minuto sobre o crescimento das ofertas disponíveis na B3. Nele, o Sócio e Economista da VLG Investimentos, Leonardo Milane, aprofunda o tema e explica com mais detalhes como os investidores podem se orientar sobre os papéis de novas empresas lançados na bolsa de valores.

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