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JBS projeta levantar mais de R$ 1,5 bilhão com distribuição de CRAs

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JBS projeta levantar mais de R$ 1,5 bilhão com distribuição de CRAs Freepik
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No início do mês de março, o conselho de administração da JBS (JBSS3) comunicou ao mercado que fará a distribuição de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) da primeira e segunda série da 28ª emissão da Isec Securitizadora S.A, que serão emitidos com lastro em debêntures, e objeto de oferta pública de distribuição, nos termos da Instrução da CVM N.º 400. Com a oferta, a companhia espera levantar um montante de mais de R$ 1,5 bilhão.

De acordo com a produtora de alimentos, os recursos obtidos serão destinados integralmente para aquisição de bovinos de produtores rurais. A negociação terá como coordenador líder a XP Investimentos, que contará com o auxílio do Banco Santander e do Banco do Brasil – Banco de Investimento (BB-BI).

O período para a reserva da negociação acontece do dia 11 de março até 9 de abril. Segundo o informe da companhia, a expectativa é que o registro da oferta pela CMV ocorra no dia 30 de abril.

Rating AAA

O Gerente da Mesa de Produtos da VLG Investimentos, Eliakim Lemos, aponta que o retorno com os juros do ativo deve ser o principal ponto de avaliação para quem desejar realizar investimentos em CRAs. Ele também explica a influência do atual cenário do mercado nessa oferta, em particular.

"Como a demanda por esses ativos tem sido muito alta, as últimas emissões vieram com diferença de taxa sobre os títulos públicos baixa (spread de crédito). Por isso, o investidor precisa saber qual o mínimo de taxa que estará disposto a participar e que é atrativo para a sua carteira de investimentos", esclarece Eliakim Lemos.

Vale destacar que a Fitch Ratings concedeu o Rating Nacional de Longo Prazo ‘AAA(bra)’, com Perspectiva Estável, a emissão dos Certificados de Recebíveis do Agronegócio da Isec Securitizadora S.A.

Eliakim também comenta que a isenção de cobrança do Imposto de Renda (IR) é um item que atrai olhares de potenciais investidores para esse tipo de papel.

“Esses ativos, por serem ligados ao agronegócio, são isentos de IR para pessoas físicas. Isso traz uma vantagem muito grande em relação aos títulos não isentos, que são tributados em toda a sua rentabilidade, inclusive na parte que diz respeito à inflação”, aponta o especialista da VLG Investimentos.

Por conta da menor liquidez - em comparação aos títulos públicos, por exemplo - os investidores tendem a ter mais cautela na realização deste tipo de oferta e buscam emissões com grandes volumes para garantir maior facilidade de converter em caixa os papéis adquiridos, em caso de necessidade.

“O mercado de crédito privado tem evoluído bastante no Brasil, mas ainda possui pouca liquidez [comparado a outros título], o que pode causar distorções de preço no mercado secundário caso o investidor precise vender esse título no meio do caminho”, explica Eliakim Lemos.

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