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Cade aprova aquisição da Medisanitas Brasil pela Notredame Intermédica

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Cade aprova aquisição da Medisanitas Brasil pela Notredame Intermédica Notre Dame Intermédica / Divulgação
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Nesta sexta-feira (19), a Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou que a Notre Dame Intermédica (GNDI3) compre as empresas do Grupo Medisanitas Brasil. A decisão foi publicada hoje, no Diário Oficial da União (DOU).

Após o negócio ser fechado, a Notre Dame vai passar a ter participação total do Grupo Medisanitas Brasil, com controle das empresas Medisanitas Brasil, OSI Participações, OSI Investimentos, Com Você Drogaria, Minas Saúde, Serviços Operativos, Centro Oftalmológico, Centro Clínico Venda Nova e Centro Médico e Hospital Keralty.

De acordo com o anúncio divulgado em agosto do ano passado, o negócio ficou em torno de R$ 1 bilhão.

“A operação se justifica no contexto da expansão estratégica das atividades em Minas Gerais, considerando as sinergias operacionais e administrativas que as atividades do Grupo Medisanitas Brasil irão trazer”, comunica a Intermédica.

A companhia vendida concentra as operações, no Brasil, do grupo colombiano Keralty, que atua em países da América do Sul, Europa, Ásia e nos Estados Unidos. No país, o grupo tem forte atuação em Minas Gerais, tendo em sua carteira cerca de 340 mil beneficiários de planos de saúde.

No estado mineiro, a organização conta com um hospital, um pronto-socorro, cinco centros clínicos, cinco laboratórios de análises clínicas, três clínicas odontológicas, um centro oftalmológico e uma clínica oncológica.

A operação ainda precisa ser aprovada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

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Setor mais inelástico

O Sócio e Economista da VLG Investimentos, Leonardo Milane, destaca que as companhias do setor de Saúde tendem a não sofrerem tanto com os impactos durante crises econômicas. E, no caso da pandemia do coronavírus, muitas companhias que atuam no seguimento tiveram uma alta valorização devido ao aumento pela demanda.

"Empresas do setor da Saúde, normalmente, têm um faturamento muito inelástico. Ou seja, significa que elas têm menos sazonalidade, menos dependência de um setor econômico favorável para que continuem gerando caixa. Afinal de contas, não escolhemos hora para usar serviços de saúde. Pelo contrário, consumimos de maneira aleatória, de forma perene ao longo da vida e numa curva ascendente conforme ficamos mais velhos", explica Milane.

Aprenda mais sobre como aproveitar o crescimento perene de empresas que atuam na área da Saúde ouvindo o episódio do podcast +Q1Minuto sobre o assunto. O Sócio e Economista da VLG Investimentos, Leonardo Milane, mergulha no tema e explica de forma mais ampla como os investidores podem se orientar na escolha de papéis que tornem a carteira de ativos mais resistente ao sobe e desce da bolsa de valores.

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