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Testes da AstraZeneca apontam que vacina tem 79% de eficácia e não provoca coágulos

Atualizado em -

Testes da AstraZeneca apontam que vacina tem 79% de eficácia e não provoca coágulos Tânia Rego / Agência Brasil
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Nesta segunda-feira (22), a farmacêutica AstraZeneca anunciou que, depois de testes de eficiência de fase 3 realizados nos Estados Unidos, Chile e Peru, foi constatado que a vacina contra a covid-19 tem 79% de eficácia e não aumentaria casos de coágulos sanguíneos.

Os testes foram realizados com 32 mil voluntários de diferentes faixas etárias. Segundo a farmacêutica, a vacina é 100% segura contra casos graves e tem 80% de eficácia em pessoas com idades superior a 85 anos.

Vale ressaltar que, na semana passada, alguns países europeus suspenderam o uso do imunizante após algumas pessoas apresentarem reações como: dificuldade de coagulação ou formação de coágulos.

Porém, na última quinta-feira (18), a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) liberou o uso do imunizante, garantindo sua eficácia e segurança. Com isso, os países europeus que haviam interrompido o uso do imunizante, voltaram a fazer a aplicação da vacina.

Por outro lado, a agência divulgou que não conseguiu concluir se o imunizante teria ligação com os casos de trombose que foram identificados em pessoas vacinadas. A EMA solicitou uma mensagem alerta sobre essa situação, mas, insistiu que a vacinação não deve parar.

No Brasil, o imunizante da AstraZeneca recebeu da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), no dia 12 de março, o registro definitivo, que autoriza seu uso de forma permanente em toda população.

Liberação de estoques de vacinas

Neste domingo, o então ministro Eduardo Pazuello (Saúde) autorizou que estados e municípios utilizem todas as vacinas de seus estoques para a aplicação de primeira dose na população.

Em um primeiro momento, a orientação era de manutenção de estoques para a aplicação da segunda dose dos imunizantes. O cenário mudou devido a confirmação de entregas semanais pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e pelo Instituto Butantan.

“Com a liberação para aplicação de imediato de todo o estoque de vacinas guardadas nas secretarias municipais, vamos conseguir dobrar a aplicação esta semana, imunizando uma grande quantidade da população brasileira, salvando e protegendo mais vidas”, explica o ministro.

Atraso na chegada de vacinas

O Instituto Serum da Índia (SII) informou que os novos envios de doses do imunizante contra a Covid-19 que seriam enviadas ao Brasil, Arábia Saudita e Marrocos serão adiados. O motivo seria a alta na demanda pela vacina no país.

A Índia, maior produtora de vacinas no mundo, vem sendo criticada internamente por doar ou vender mais doses do que o número de vacinas aplicadas na própria população, mesmo com o país só perdendo em casos de infecções por coronavírus para os Estados Unidos e para o Brasil.

Atualmente, a Índia enfrenta uma segunda de casos da doença. No país, o total de infecções pela doença já bateu 11,6 milhões de casos.

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