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Em ata, BC diz que impacto da pandemia na economia deve ser menor esse ano

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Em ata, BC diz que impacto da pandemia na economia deve ser menor esse ano Rodrigo Oliveira | Caixa Econômica Federal
► Copom eleva taxa básica de juros de 2% para 2,75% ao ano► Diretora Fernanda Nechio deixará cargo no Banco Central

O Banco Central (BC) divulgou hoje a ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que elevou a taxa básica de juros em 0,75 ponto percentual – para 2,75% ao ano. No encontro, o comitê avaliou que uma eventual “reversão econômica” causada pelo recrudescimento da pandemia deve levar a uma queda de atividade “bem menos profunda” que a observada em 2020.

O órgão considerou ainda que essa eventual retração deve ser seguida por uma recuperação rápida. A ata do Copom destaca que apesar da redução parcial dos programas sociais – como a queda no auxílio emergencial –, a retomada econômica surpreendeu positivamente.

O texto ressalta, no entanto, que os últimos dados disponíveis ainda não contemplam os efeitos do “recente e agudo aumento no número de casos de Covid-19” e que há bastante incerteza sobre o ritmo de crescimento da economia no primeiro e segundo trimestres desse ano.

O documento indicou que o Copom deve voltar a aplicar um aumento de 0,75 ponto percentual na próxima reunião, para “normalização parcial do estímulo monetário com outro ajuste da mesma magnitude”.

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Juros em tendência de alta

O Sócio e Economista da VLG Investimentos, Leonardo Milane, destaca que, apesar de o juros básico da economia brasileira ainda estar bem abaixo do que o país já vivenciou no passado, a decisão do Copom aponta uma mudança na rota da dinâmica da política monetária.

"A história da economia brasileira mostra que, muito dificilmente, o Banco Central vai chegar daqui três reuniões, por exemplo, e parar de subir a Selic. Normalmente, a gente passa por longos períodos de aperto monetário, de juro alto, seguindo uma tendência de alta e dificilmente volta a cair com muita força como aconteceu nos últimos anos. Isso ocorre porque a economia brasileira ainda é muito indexada à inflação", avalia Milane.

Com base em previsões de economistas e na expectativa de novos aumentos da Selic na tentativa de conter a inflação no país, o mercado financeiro já espera que, em março de 2022, o juros básico da economia brasileira esteja em 5%.

"O IPCA dos últimos 12 meses já está acima de 5%. Então, já está bem acima da meta de inflação. Agora, o cenário mudou consideravelmente. O Banco Central tem o mandato de trazer a inflação para a meta. Então, enquanto não conseguir fazer isso, vai manter os juros em tragetória de alta ou vai manter os juros altos por mais tempo", explica Milane.

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