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Financiamento imobiliário deve crescer em 2021, mas terá últimos meses de juros baixos

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Financiamento imobiliário deve crescer em 2021, mas terá últimos meses de juros baixos Pixabay
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A Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) divulgou nesta terça-feira (23) que o volume de financiamentos imobiliários deve continuar crescendo em 2021, após ter batido recorde em 2020. A expectativa é que o montante financiado chegue a R$ 157 bilhões este ano – uma alta de 27% em relação a 2020.

Segundo a associação, o aumento da Selic – que passou de 2% para 2,75% ao ano na quarta-feira (17) –, não deve mudar esse cenário de forma imediata. Analistas do setor afirmam que este é o momento ideal para financiar um imóvel, já que as taxas devem voltar ao patamar de dois dígitos por volta do ano que vem — uma vez que a curva de juros futuros está apontando para cima.

"[Com a alta da Selic] Pode haver um incremento de juros, mas nada significativo a ponto de as pessoas reverem seus planos. Em 2017, as taxas eram de 11%. Hoje, são de 6,8%. Há um intervalo enorme", disse Cristiane Portella, presidente da Abecip.

Na avaliação da executiva, além dos juros mais atrativos, o setor foi beneficiado também pela demanda dos brasileiros por imóveis maiores, com espaço de lazer e cômodo para home office. "E para facilitar os consumidores, há opções de financiamentos com correção pelo IPCA, taxas pré-fixadas, fixas e pela poupança. O brasileiro hoje tem novas opções para comprar a casa própria", acrescentou.

O presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) explica que, enquanto o setor imobiliário oferecer taxas abaixo de dois dígitos, ainda vai haver aumento de apetite dos brasileiros por imóveis. De acordo com a entidade, as incorporadoras comercializaram 119.911 unidades em 2020, volume 26,1% superior ao registrado em 2019.

"Quando um empresário compra um imóvel, faz isso porque espera que haja demanda para o empreendimento. O Brasil tem necessidade de construir", finalizou França.

Podcast +Q1Minuto

Saiba como a volta do aumento da Selic no Brasil interfere nos seus investimentos e se há mudanças nos financiamentos de imóveis. Entenda também como Fundos Imobiliários são afetados diretamente nesta mudança de cenário, assim como ações de empresas de alguns setores da Bolsa de Valores brasileira.

Ouça o episódio do +Q1Minuto que fala sobre as consequências diretas de uma tendência de alta da taxa básica de juros do país. No programa, o Sócio e Economista da VLG Investimentos, Leonardo Milane, cita alguns ativos que podem trazer mais segurança para o investidor tomar a decisão sobre onde alocar parte do patrimônio.

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