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Pfizer pede Anvisa para armazenar vacinas em freezer comum e diz que fará testes em grávidas

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Pfizer pede Anvisa para armazenar vacinas em freezer comum e diz que fará testes em grávidas Pfizer | Divulgação
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Marta Díez, que assumiu em fevereiro o cargo de presidente da Pfizer no Brasil, disse que a empresa pediu autorização à Anvisa para armazenar a vacina contra a Covid-19 no Brasil em freezer comum a fim de facilitar o transporte para regiões mais distantes. Em entrevista ao Estadão, ela disse ainda que a Pfizer fará testes no Brasil sobre a eficácia da vacina em mulheres grávidas com a aplicação de doses em 350 voluntárias.

Pelo pedido feito à Anvisa, a vacina poderia ser armazenada por 20 dias sob essa nova temperatura. O aval já foi dado pela agência de medicamentos dos Estados Unidos, o FDA. Até então, a vacina só podia ser armazenada entre 60 e 80 graus negativos. A Pfizer também desenvolveu uma caixa que conserva o imunizante em 70 graus negativos por cerca de um mês. Ao ser retirada do recipiente, as vacinas ainda podem ser mantidas por cinco dias em refrigeradores comuns, de 2 a 8 graus, que são os utilizados na rede do SUS.

Na entrevista, a executiva disse que, no momento, não negocia a venda do produto com prefeitos, governadores e iniciativa privada para, segundo ela, evitar que “as nações e regiões mais ricas, concentrem a vacina”, já que é um problema de saúde pública.

Sobre a negociação com o Brasil, ela disse na entrevista que foi necessária a mudança na legislação do país para que fosse efetivamente fechado o contrato para as 100 milhões de doses. Ela disse que a oferta de doses ao país foi aumentada de 70 milhões para 100 milhões e que foi melhorado o calendário de entregas para o país. As entregas estão planejadas para acontecer até o fim do terceiro trimestre.

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