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Pressionado por Poderes, Bolsonaro anuncia criação de comitê de combate à pandemia

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Pressionado por Poderes, Bolsonaro anuncia criação de comitê de combate à pandemia Marcos Brandão | Agência Senado
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Após ser pressionado em reunião esta manhã, que contou com a presença do presidente do STF, Luiz Fux, do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), e do procurador-geral, Augusto Aras, o presidente Jair Bolsonaro decidiu criar um comitê para coordenar ações no país contra a doença.

Ao sair do encontro, que contou com a presença de ministros do primeiro escalão e governadores aliados do presidente, Bolsonaro disse que a ideia é que haja uma coordenação destas ações em conjunto com os governadores e chefes do Congresso.

“Sem que haja qualquer conflito, sem que haja politização, creio que seja essa o caminho para o Brasil sair dessa situação bastante complicada que se encontra”. O presidente voltou a falar em tratamento precoce da doença, que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), não existe. "Tratamos também da possibilidade de tratamento precoce. Isso fica a cargo do ministro da Saúde, que respeita o direito e o dever do médico de tratar infectados 'off label' (medicamentos usados para tratamentos não originalmente previstos na bula)", afirmou o presidente. Bolsonaro falou também que a reunião foi marcada pela “unanimidade e a intenção de nos dedicarmos cada vez mais à vacinação em massa no Brasil”.

O senador Rodrigo Pacheco afirmou após o encontro que a expectativa é de que o presidente lidere um “pacto nacional” para enfrentar a pandemia. Ele disse ainda que há um consenso entre os os Poderes de que medidas “precisam ser urgentemente tomadas”.

A intenção é que o grupo de trabalho crie política nacionais uniformes. Pacheco ficará responsável por tratar com governadores e levar suas demandas ao comitê.

O presidente do STF, Luiz Fux, afirmou que a Corte não terá representante no comitê por ser responsável por julgar a constitucionalidade das políticas públicas definidas pelos poderes Legislativo e Executivo.

O novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, empossado, ontem, em cerimônia fechada, afirmou que o sistema de saúde do Brasil "dará as respostas que a população quer". Queiroga afirmou que uma das conclusões da reunião é o fortalecimento do SUS em seus três níveis - federal, estadual e municipal - com a criação de protocolos assistenciais para mudar a "história natural da doença”.

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