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Tesouro Nacional: Dívida pública sobe 2,75% em fevereiro e chega a R$ 5,2 trilhões

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Tesouro Nacional: Dívida pública sobe 2,75% em fevereiro e chega a R$ 5,2 trilhões José de Castro/ Reuters
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A Secretaria do Tesouro Nacional divulgou nesta quarta-feira (24) que a dívida pública federal em títulos – que inclui os débitos do governo no Brasil e no exterior – registrou aumento de 2,75% e atingiu R$ 5,198 trilhões em fevereiro. Em janeiro, a dívida somava R$ 5,059 trilhões.

Em fevereiro, a dívida subiu porque as emissões de títulos públicos superaram os resgates em R$ 111,51 bilhões, segundo o governo. As emissões somaram R$ 177,97 bilhões e os resgates alcançaram R$ 66,46 bilhões. Já as despesas com juros, que também atuaram para elevar o endividamento, totalizaram R$ 27,71 bilhões, informou o Tesouro.

Investidores ativos

Ontem (23), o Tesouro Nacional informou que o total de investidores ativos no Tesouro Direto atingiu a marca de 1.470.448 milhão de pessoas em fevereiro de 2021, um aumento de 5.644 investidores na comparação com janeiro. Já o número de investidores cadastrados no programa aumentou em 317.219, um crescimento de 3,31% em relação a janeiro de 2021, atingindo a marca de 9.895.387 pessoas.

Foram realizadas 331.827 operações de investimento em títulos do Tesouro Direto no mês passado, no valor total de R$ 1,81 bilhão. Durante o mês, os resgates foram de R$ 1,82 bilhão, e o pagamento de juros semestrais totalizou R$ 123,45 milhões. Dessa forma, houve resgate líquido de R$ 9,07 milhões.

Já as aplicações de até R$ 1 mil representaram 66,69% das operações de investimento no mês. O valor médio por operação foi de R$ 5.465,83.

Os títulos mais demandados pelos investidores foram os títulos indexados à inflação (Tesouro IPCA+ e Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais) que somaram, em vendas, R$ 747,52 milhões e corresponderam a 41,22% do total. Os títulos indexados à taxa Selic (Tesouro Selic) totalizaram R$ 607,14 milhões, representando 33,48% das vendas, enquanto os títulos prefixados (Tesouro Prefixado e Tesouro Prefixado com Juros Semestrais) totalizaram R$ 459,04 milhões em vendas, ou 25,31% do total.

Nas recompras (resgates antecipados), predominaram os títulos indexados à taxa Selic, que somaram R$ 934,71 milhões (55,00%). Os títulos remunerados por índices de preços (Tesouro IPCA+, Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais e Tesouro IGPM+ com Juros Semestrais) totalizaram R$ 511,72 milhões (30,11%), os prefixados, R$ 252,90 milhões (14,88%).

Quanto ao prazo, a maior parcela de vendas se concentrou nos títulos com vencimento entre 1 e 5 anos, que alcançaram 43,15% do total. As aplicações em títulos com vencimento acima de 10 anos representaram 18,02%, enquanto os títulos com vencimento de 5 a 10 anos corresponderam 38,82% do total.

Estoque

Em fevereiro de 2021, o estoque do Programa fechou em R$ 62,93 bilhões, um aumento de 0,66% em relação ao mês anterior (R$ 62,51 bilhões).

Os títulos remunerados por índices de preços se mantêm como os mais representativos do estoque somando R$ 32,67 bilhões, ou 51,92% do total. Na sequência, vêm os títulos indexados à taxa Selic, totalizando R$ 18,18 bilhões (28,89%), e os títulos prefixados, que somaram R$ 12,08 bilhões, com 19,19% do total.

Quanto ao perfil de vencimento dos títulos em estoque, a parcela com vencimento em até 1 ano fechou o mês em R$ 3,12 bilhões, ou 4,96% do total. A parcela do estoque vincendo de 1 a 5 anos foi de R$ 36,77 bilhões (58,43%) e o percentual acima de 5 anos somou R$ 23,04 bilhões (36,61%).

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