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XINA11: entenda como funciona o ETF de ações das principais empresas listadas na bolsa chinesa

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XINA11: entenda como funciona o ETF de ações das principais empresas listadas na bolsa chinesa Aly Song | Reuters
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Em 2020, a China chamou a atenção do mundo ao ter sido o único país a ter fechado o ano com um saldo positivo em sua balança comercial (registrou um crescimento de 2,3% do PIB) em um ano marcado pela pandemia da Covid-19. Antes da crise global por conta do coronavírus, entre 2017 e 2019, a China correspondeu a 35% do crescimento global.

Caminhando a passos largos para se tornar a maior economia do planeta - devendo ultrapassar os EUA até 2030, segundo o FMI -, o gigante asiático é também o maior parceiro comercial do Brasil. Dados do Indicador de Comércio Exterior (Icomex), divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), mostram que a China respondeu por US$ 33,6 bilhões do superávit de US$ 50,9 bilhões na balança comercial brasileira em 2020. A alta de 17%, em volume, nas exportações para a China foi puxada pelas commodities.

Para aproveitar esse cenário de crescimento do país asiático, o investidor brasileiro tem a possibilidade de se expor ao mercado financeiro chinês através do ETF XINA11. O ativo acompanha o índice MSCI China, que é composto por mais de 700 empresas chinesas de grande e médio porte listadas em todos os mercados, representando cerca de 85% do universo das companhias chinesas de capital aberto com uma capitalização total de mais de US$ 2,7 trilhões.

Na opinião do Sócio e Economista da VLG Investimentos, Leonardo Milane, a economia chinesa tem mostrado um grande dinamismo diante de adversidades globais - a exemplo da recuperação econômica do país no ano passado - e deve ser levada em consideração na avaliação dos investidores brasileiros.

"Atualmente, o investidor consegue comprar bolsa chinesa com dinheiro aqui no Brasil em reais. Ou seja, o investidor brasileiro não precisa mais abrir uma conta em um banco chinês para investir no país asiático, nas empresas chinesas. E, no caso do XINA11, já há uma boa liquidez diária para um ETF nas negociações na B3", destaca Milane.

XINA11

No dia 21 de dezembro de 2020, a B3 passou a negociar o quarto ETF internacional e primeiro atrelado a um índice chinês. O XINA11 tem como foco replicar o desempenho da carteira teórica de ativos do índice MSCI China.

Criado pela XP Inc., o produto tem suas cotas negociadas na bolsa de valores brasileira de forma semelhante às ações. No entanto, ao adquirir tais cotas, o investidor, indiretamente, passa a deter todos os ativos que compõem a carteira teórica do MSCI China.

"Diversificação geográfica com exposição em ações asiáticas é o grande diferencial desse produto, que passa a fazer parte do leque de possibilidades disponíveis ao investidor na B3", explicou Felipe Paiva, diretor de Relacionamento com Clientes e Pessoas Físicas da bolsa brasileira, na data do anúncio do lançamento.

O setor de maior peso no MSCI China é o de Consumo Discricionário com uma fatia de mais de 30% do índice, seguido por Serviços de Telecomunicações, com peso de cerca de 20% do índice. Em seguida, estão os setores financeiro e de saúde. As três empresas com a maior participação no índice são: o Alibaba Group (e-commerce), a Tencent Holdings (holding de tecnologia) e a Meituan Diaping (empresa de delivery). A companhia de telecomunicações Xiaomi e o laboratório Sinopharm (que criou a vacina Coronavac) também fazem parte das empresas listadas, por exemplo.

O XINA11 tem como características gerais:

  • Taxa de Administração: 0,30% ao ano
  • Gestor: XP Asset Management
  • Administrador/Custodiante: Banco BNP Paribas
  • Formador de Mercado: Credit Suisse
  • Público-alvo: Investidores em geral
  • Lote mínimo: 1 cota

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O que é um ETF?

A sigla ETF é a abreviação em inglês de Exchange-Traded Fund. Em sua maioria, esses fundos contam com uma gestão passiva, com taxa de administração mais baixa e buscam replicar índices de mercado, como o Ibovespa, o S&P 500 (índice da bolsa americana) e também índices globais.

Na prática, o investidor faz uma aplicação em um ETF, que é como se fosse uma cesta de ativos, sem precisar acompanhar o desempenho de cada um dos papéis que compõem o investimento. Esse trabalho é feito pela gestora do ativo, que preenche a cesta de modo a ter a rentabilidade atrelada ao índice referência.

Entre as principais vantagens está a facilidade para investir (basta escolher a cesta de ativos que mais lhe agrada) e a possibilidade de começar aplicações com baixos valores. Para entender melhor sobre os ETFs, leia o texto do Mercado1Minuto sobre o tema.

Podcast +Q1Minuto

A ampliação do acesso aos ETFs na bolsa brasileira, incluindo o XINA11, e as negociações recordes destes ativos atrelados ao dólar foram o tema central de um episódio do podcast +Q1Minuto.

No programa, o Sócio e Economista da VLG Investimentos, Leonardo Milane, apontou algumas vantagens da diversificação da carteira dos investidores por conta da abertura do mercado chinês aos brasileiros através da B3.

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