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Segmentos da tecnologia e logística podem apresentar mais oportunidades para empreendedores

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Segmentos da tecnologia e logística podem apresentar mais oportunidades para empreendedores Pixabay
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Com a pandemia do coronavírus a economia brasileira passou por mudanças e alguns setores acabaram sendo afetados devido as medidas restritivas que foram implementadas. Esse cenário fez com que pessoas perdessem seus empregos. Com isso, elas tiveram de recorrer a criação de um negócio para não ficarem paradas.

Segundo levantamento do Sebrae, em 2020, foram registrados 2,6 milhões de novos Microempreendedores Individuais. Ainda de acordo com dados divulgados pela entidade, entre janeiro e fevereiro deste ano, já foram criados 98,1 mil micro e pequenas empresas.

César Rissete, gerente da unidade de Competitividade do Sebrae, destaca que o resultado das novas empresas criadas está diretamente ligado a necessidade que surgiu, em função das pessoas que perderam seus empregos estarem buscando novas oportunidades de renda.

“Mesmo com o contexto repleto de incertezas, 2020 foi um ano em que novas empresas continuaram surgindo praticamente com a mesma intensidade de sempre. Claro, não podemos ignorar que uma parcela dos novos empreendedores partiu da necessidade de ter renda, isto é, empreendeu porque perdeu o emprego e não conseguiu outro. Mas isso mostra que o empreendedorismo fortaleceu sua posição de grande aliado das pessoas para gerar renda e gerar valor para a sociedade”, explica Rissete.

Por outro lado, também existem casos de pessoas que buscaram inovar e trazer mudanças. Em meio à crise, algumas pessoas viram a chance de criar um negócio como uma oportunidade em um seguimento.

Matheus Signoretti pode ser citado como um desses empreendedores. O professor de línguas estrangeiras é fundador da SmartYou, uma plataforma de ensino, onde são oferecidos cursos de idiomas completos. Ele comenta sua experiência com seu negócio em 2020.

“Logo que iniciamos os planos, a sociedade como um todo, foi pega pela pandemia. Esse processo dificultou muito a criação do conteúdo para a plataforma, pois demandava encontros presenciais para gravações e outras atividades. Além disso, não queríamos colocar no mercado um produto ‘mais do mesmo’, por isso, levamos muito tempo estruturando o projeto e desenvolvendo inovações para termos o diferencial necessário para efetivamente ajudar alunos e professores”, relata Signoretti.

Para o desenvolvimento de seu negócio, que foi impactado pelo cenário e o momento que o país enfrentou no ano passado e ainda enfrenta neste ano, Matheus destaca que o acesso ao aprendizado de idiomas acaba sendo elitizado no Brasil, devido aos valores praticados.

"Também nos preocupamos com o acesso à educação no Brasil e os cursos de idiomas. Em sua maioria, eles têm um valor muito acima da realidade que a maioria da nossa população consegue pagar, fazendo com que o acesso se torne exclusivo as classes mais altas”, comenta o professor.

Setores que cresceram

O fundador da SmartYou explica que um dos principais fatores que colaboraram para que seu negócio se expandisse foi o crescimento e o fortalecimento do ensino online. Esse movimento foi impulsionado pelas medidas de isolamento e distanciamento social que foram estabelecidas e fizeram com que várias instituições de ensino adotassem o modo remoto para seguir funcionando.

"A situação de distanciamento à qual a pandemia nos forçou só mostrou a importância da nossa proposta dentro do segmento da educação. Atualmente muitas instituições de ensino estão se adaptando ao modelo EaD, sendo que a SmartYou foi criada e planejada dentro desse modelo, o que demonstra que estamos indo pelo caminho certo. Esse momento mostrou para as pessoas que é sim possível estudar online. Elas tiveram que adaptar sua rotina e realidade ao mundo do EaD”, comenta Matheus Signoretti.

O gerente do Sebrae afirma que os setores de tecnologia da informação e de logística se destacaram neste período. Isso aconteceu devido as necessidades que surgiram nas empresas em função das medidas e restrições estabelecidas em função da Covid-19.

“Primeiramente, tecnologia da informação. A transformação digital que muitas empresas estão sendo forçadas a fazer cria muitas oportunidades, como desenvolvimento de aplicativos e websites, gestão de mídias sociais e gestão de marketing digital, entre outras possibilidades. Mais um destaque, é a logística, outro segmento que presta serviços para todos os demais e no qual vemos ainda muitas deficiências. Quase toda empresa depende de algum processo de logística e o empreendedor pode conseguir identificar oportunidades aqui”, explica César Risette.

Ainda segundo César, algumas áreas como: como saúde e bem-estar, atividades físicas, turismo, serviços e o mercado pet, são outros segmentos que estão crescendo e podem providenciar oportunidades para os novos empreendedores.

Cenário atual

Com o novo avanço da pandemia, o cenário para criação de empresas segue sendo desafiador. Para poder elaborar o projeto de sua empresa as pessoas não podem deixar de considerar os efeitos da pandemia na sociedade. Um desses fatores são as alterações na forma de consumir das pessoas.

Risette explica o que aquelas pessoas que desejarem se tornar donas do seu próprio negócio vão enfrentar no momento, ressaltando a importância do planejamento e as constantes mudanças no cenário.

“Além das instabilidades ocasionadas pela pandemia, o que o empreendedor vai permanentemente encontrar é um mercado que, em linhas gerais, muda muito rápido. O contexto deste e dos próximos anos é desafiador porque houve uma diminuição do poder de compra da população e aumentou o endividamento. Por isso o empreendedor precisa planejar o negócio tendo muito foco no potencial de consumo dos seus clientes”, conclui o gerente do Sebrae.

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