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CRAs classificados como Títulos Verdes da M. Dias Branco captam R$ 811,6 milhões

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CRAs classificados como Títulos Verdes da M. Dias Branco captam R$ 811,6 milhões Divulgação | M. Dias Branco
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A M. Dias Branco (MDIA3) comunicou nesta segunda-feira (29) a conclusão de R$ 811,6 milhões através de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) classificados como Títulos Verdes.

O risco da emissão dos CRAs atribuído pela Fitch Ratings Brasil Ltda. foi "AAA". A demanda por essa emissão de CRAs chegou a R$ 2,3 bilhões, o equivalente a 2,9 vezes o valor inicial de R$ 800 milhões.

A captação foi feita por meio da emissão de duas séries de debêntures simples, não conversíveis em ações e sem garantia, que serviram de lastro para os CRAs. O prazo de vencimento da primeira série é de sete anos e de dez anos para a segunda série.

No bookbuilding ocorrido no último dia 03 de março, a companhia fixou as taxas de juros em 3,7992% e 4,1369% para cada série, além de correção pelo IPCA.

De acordo com a M. Dias Branco, o valor captado será utilizado para incentivar e promover a agricultura sustentável dos fornecedores da empresa, garantindo uma melhoria contínua da segurança alimentar e nutricional dos produtos ofertados aos consumidores.

"Esta iniciativa faz parte da estratégia de incentivaro fornecimento de matéria prima no longo prazo, comprometendo os fornecedores e a companhia com os objetivos de desenvolvimento sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU), e reforça a posição da M. Dias Branco como referência em sustentabilidade no Brasil", afirma a empresa em comunicado ao mercado.

Para se enquadrar na categoria de Título Verde os CRAs foram avaliados externamente pela Resultante, um escritório especializado na agenda ESG e fornecedor de pareceres para títulos temáticos.

No próximo dia 31 de março, a M.Dias Branco deve divulgar os resultados do 4T20.

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Mudança do fluxo de capitais

De acordo com levantamento da Morningstar (empresa de dados e análise de investimentos), o volume de capital nas aplicações em ativos sustentáveis têm aumentado consideravelmente em todos os países. No quarto trimestre de 2020, investidores direcionaram US$ 152 bilhões papéis marcados como o selo ESG - uma alta de 88% ante o trimestre anterior.

Para o Sócio e Economista da VLG Investimentos, Leonardo Milane, a mudança real no foco dos investimentos é um movimento atual em todos os países e tende a seguir esse caminho com uma fatia cada vez maior voltada para a temática sustentável.

"Quando a gente olhar em termos globais, as maiores gestoras de investimentos do mundo, já têm fundos dedicados a este tema. Atualmente, já vemos algumas gestoras - que têm décadas de existência - mudando a mentalidade e entendendo que o fluxo de capitais vai migrar para as empresas que respeitam essa temática. Então, já vemos alguns bilhões de dólares - em termos globais - sendo migrados de empresas que não têm o selo para companhias que tenham o selo ESG", reforça Milane.

A mudança de mentalidade na tomada de decisão sobre em quais empresas ou projetos investir também tem alterado a dinâmica das aplicações feitas pelos brasileiros. Uma pesquisa da área de tendências do Google mostrou que o interesse pelo conceito ESG atingiu no Brasil o seu ponto mais alto dos últimos cinco anos.

"As novas gerações, principalmente, vêm com um proposta de decisão diferente das gerações anteriores. Isso incluiu decisões sobre onde trabalhar, onde investir o dinheiro, quais empresas prestadoras de serviços escolher contratar, tudo isso ligado a algum propósito. Para gerações mais novas as relações têm de ter algum propósito e não apenas dar lucro por dar lucro", aponta o Sócio e Economista da VLG Investimentos.

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