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Planalto anuncia Anderson Torres como novo ministro da Justiça

Atualizado em -

Planalto anuncia Anderson Torres como novo ministro da Justiça Carolina Antunes / PR
► Ernesto Araújo deixa Ministério das Relações Exteriores► Fernando Azevedo e Silva anuncia que vai deixar o Ministério da Defesa

O presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta segunda-feira (29) que o delegado da Polícia Federal Anderson Torres será o novo ministro da Justiça e Segurança Pública. Ele assumirá o cargo no lugar de André Mendonça, que estava na função desde abril de 2020. Mendonça assumirá a função de ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), cargo que já ocupou no primeiro ano do governo Jair Bolsonaro.

O novo ministro da Justiça já teve o nome cotado para cargos no governo em outras ocasiões. Antes de assumir a secretaria no governo do Distrito Federal, ele foi chefe de gabinete do então deputado federal Fernando Francischini (PSL-PR), político que era ligado a Bolsonaro.

Anderson Torres será o terceiro ministro da Justiça de Bolsonaro em dois anos e três meses de governo. Antes do delegado, comandaram a pasta André Mendonça e Sergio Moro.

AGU

Em carta direcionada ao presidente Jair Bolsonaro, o advogado-geral da União, José Levi Mello do Amaral Júnior, comunicou nesta quinta-feira (29) que deixou o cargo.

“Com o meu mais elevado agradecimento pela oportunidade de chefiar a Advocacia-Geral da União (AGU), submeto à elevada consideração de Vossa Excelência o meu pedido de exoneração”.

Levi Já ocupou o posto de procurador-geral da Fazenda Nacional. Ele é graduado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e tem doutorado em Direito do Estado pela Universidade de São Paulo, instituição onde também é professor, com título de livre-docência em direito constitucional. Tem pós-doutorado em Direitos Humanos pela Universidade de Coimbra, de Portugal. Já ocupou o cargo de secretário executivo do Ministério da Justiça e de consultor-geral da União na AGU.

Ministro da Defesa

No fim da tarde desta segunda-feira (29), Fernando Azevedo e Silva disse que deixará o cargo de ministro da Defesa. A informação foi confirmada há pouco pela assessoria da pasta, que divulgou à imprensa cópia da mensagem de Silva.

No texto, o ministro agradece ao presidente Jair Bolsonaro a oportunidade de “servir ao país”, integrando o governo por mais de dois anos. “Nesse período, preservei as Forças Armadas como instituições de Estado”, afirma Silva antes de afirmar que deixa o posto com a certeza de ter cumprido sua “missão”.

Silva também afirma ter dedicado total lealdade ao presidente, e agradece aos comandantes das Forças Armadas (Aeronáutica, Exército e Marinha), bem como às respectivas tropas, “que nunca mediram esforços para atender às necessidades e emergências da população brasileira”.

Relações Exteriores

Mais cedo, o ministro Ernesto Araújo (Relações Exteriores) também pediu demissão do seu cargo. Embora assessores próximos de Araújo tenham confirmado a informação à imprensa, o governo ainda não comunicou oficialmente a saída do ministro.

A pressão sobre o ministro aumentou no último fim de semana, quando ele intensificou os ataques aos senadores. Os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), já vinham pressionando o governo Bolsonaro pela troca no Itamaraty, responsabilizando o ministro pela, na avaliação dos parlamentares, má condução da política externa brasileira durante a pandemia.

No última dia 25, Ricardo Barros (PP-PR), que é líder do governo na Câmara, já havia dito Ernesto Araújo “não tinha ambiente” para negociar ajuda internacional ao Brasil para acelerar a chegada de vacinas.

Na semana passada, em audiência pública no Senado, Araújo foi duramente questionado pelos senadores, que pediram que ele deixasse o cargo. O então ministro respondeu aos congressistas que “dorme com a consciência tranquila” e que “é preciso reconhecer as qualidades” do governo.

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