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SulAmérica aprova aumento de capital e elege novo diretor-presidente

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SulAmérica aprova aumento de capital e elege novo diretor-presidente Pexels
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Em Assembleia Geral Extraordinária, a SulAmérica (SULA11) aprovou o aumento de R$ 1 bilhão do capital social da empresa mediante capitalização de parte do saldo da conta de Reserva Estatutária, com uma nova emissão de 72,8 milhões de ações (divididas em 36,5 milhões ordinárias e 36,3 milhões preferenciais).

O capital social da companhia passará a ser de R$ 4,61 bilhões, dividido em um total de 1,27 bilhão de ações.

"O aumento de capital visa atender ao disposto no artigo 199 da Lei nº 6.404/76, considerando que o montante global das reservas de lucros da companhia ultrapassou o montante de seu capital social. Trata-se de um aumento contábil, no qual o montante da conta de reserva de lucros (notadamente, da conta Reserva Estatutária) que excede ao valor do capital social é remanejado para a conta de capital, ocorrendo, portanto, a transferência contábil de saldos entre contas que constituem o patrimônio líquido", informou em comunicado ao mercado.

A seguradora comunicou ainda que o Conselho de Administração aprovou a eleição de Ricardo Bottas Dourado dos Santos para o cargo de presidente, em substituição a Gabriel Portella Fagundes Filho.

Bottas está na companhia desde 2017, como diretor vice-presidente de Controle e de Relações com Investidores. Ele é administrador de empresas com especialização em finanças corporativas, com mais de 24 anos de experiência em companhias abertas nas indústrias de seguros, energia elétrica, petróleo e gás e em firma de auditoria.

4T20

No final de fevereiro, a SulAmérica divulgou seu resultado referente ao quarto trimestre de 2020. A companhia registrou um lucro líquido de R$ 42,6 milhões, um recuo considerável de 90% em relação ao mesmo período do ano anterior. Segundo a empresa, a queda está ligada diretamente aos impactos da pandemia do coronavírus sobre o comportamento dos usuários.

No acumulado de todo o ano, a SulAmérica registrou um lucro líquido de R$ 2,3 bilhões, que corresponde a um crescimento de 98,5% em relação a 2019, ajustado pelo ganho obtido com a alienação das operações automóveis para a Allianz.

No último trimestre de 2020, as receitas operacionais atingiram R$ 5,2 bilhões, uma alta de 6,6% na comparação anualizada, impulsionada pelos segmentos de saúde, odonto, previdência e pela retomada de crescimento de receitas de vida e acidentes pessoais. No acumulado do ano, as receitas totalizaram R$ 20 bilhões - aumento de 6,3% em relação ao ano de 2019.

A companhia informou ainda que apresentou um crescimento orgânico de 48 mil beneficiários em planos coletivos de saúde e odonto no 4T20 em relação ao mesmo período do ano anterior.

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Setor mais inelástico

O Sócio e Economista da VLG Investimentos, Leonardo Milane, destaca que as companhias do setor de Saúde tendem a não sofrerem tanto com os impactos durante crises econômicas. E, no caso da pandemia do coronavírus, muitas companhias que atuam no seguimento tiveram uma alta valorização devido ao aumento pela demanda.

"Empresas do setor da Saúde, normalmente, têm um faturamento muito inelástico. Ou seja, significa que elas têm menos sazonalidade, menos dependência de um setor econômico favorável para que continuem gerando caixa. Afinal de contas, não escolhemos hora para usar serviços de saúde. Pelo contrário, consumimos de maneira aleatória, de forma perene ao longo da vida e numa curva ascendente conforme ficamos mais velhos", explica Milane.

Aprenda mais sobre como aproveitar o crescimento perene de empresas que atuam na área da Saúde ouvindo o episódio do podcast +Q1Minuto sobre o assunto. O Sócio e Economista da VLG Investimentos, Leonardo Milane, mergulha no tema e explica de forma mais ampla como os investidores podem se orientar na escolha de papéis que tornem a carteira de ativos mais resistente ao sobe e desce da bolsa de valores.

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