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Desemprego cai a 6% e EUA geram 916 mil postos de trabalho em março; número bem acima da expectativa

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Desemprego cai a 6% e EUA geram 916 mil postos de trabalho em março; número bem acima da expectativa Tom Brenner | Reuters
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O Departamento de Trabalho dos EUA divulgou nesta sexta-feira (02) que a economia americana criou 916 mil postos de trabalho fora do setor agrícola em março, levando a taxa de desemprego do país a recuar para 6%. Esse é o melhor resultado desde agosto do ano passado.

O resultado ficou bem acima da mediana de 700 mil vagas apontada em pesquisa de analistas consultados pelo Projeções Broadcast. Já economistas consultados pela agência Reuters esperavam a criação de 647 mil empregos em março.

Com relação ao número de empregos criados, os números de março seguem 5,5% menores do que no patamar anterior ao início da pandemia.

O Departamento do Comércio também revisou os números de geração de postos em fevereiro, de 379 mil para 468 mil, e em janeiro, de 166 mil para 233 mil.

A divulgação de dados acima do que era esperado é atribuído ao avanço da vacinação no país e aos estímulos financeiros injetados na economia pelo governo dos EUA.

Pacote de US$ 2,3 trilhões

O novo pacote de estímulos à economia americana de US$ 2,3 trilhões, anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e a próxima temporada de balanços corporativos podem oferecer aos investidores uma nova perspectiva sobre a sustentabilidade de um crescimento que levou ações americanas a níveis históricos.

"Este não é um plano que se limita a detalhes. É um investimento único em uma geração nos Estados Unidos. É o maior investimento americano em empregos desde a Segunda Guerra Mundial", disse Biden em discurso em Pittsburgh (Pensilvânia).

O índice S&P 500 superou 4 mil pela primeira vez nesta quinta-feira (01), quando fechou em alta de 1,18%, aos 4.019,87 pontos, ampliando o ganho do índice para quase 80% desde as mínimas de março de 2020.

De acordo com reportagem da Reuters, a alta foi impulsionada por expectativas de que medidas de estímulo sem precedentes dos EUA e vacinações generalizadas contra Covid-19 estimularão uma recuperação econômica.

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Aumento de BDRs

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) alterou, no ano passado, as regras para negociações dos BDRs, dando acesso a qualquer investidor brasileiro a recibos que replicam ações, fundos de índice (ETFs) e títulos de dívida no exterior, por exemplo.

O Sócio e Economista da VLG Investimentos, Leonardo Milane, aponta como algumas das vantagens a possibilidade de diversificação do portfólio com ativos atrelados ao dólar e a facilidade de investir sem ter que enviar dinheiro para o exterior.

"Brasileiros que fazem aplicações em BDRs têm os mesmos direitos de recebimentos que os acionistas nos EUA: dividendos e bonificações de ações. Esses dois proventos são exatamente iguais ao que teriam se tivessem comprado diretamente ações lá fora. A pessoa tem os mesmos direitos se abrir uma conta numa corretora americana e comprar ações da Apple, por exemplo, ou decidir comprar BDRs da Apple por aqui no Brasil", explica Milane.

A ampliação do acesso aos BDRs na bolsa brasileira e as negociações recordes foram o tema central de dois episódios do podcast +Q1Minuto e podem ser ouvidos diretamente nos links abaixo:

+Q1Minuto #2: BDRs batem recordes de negociação na B3. Entenda também como são negociados os ETFs.

+Q1Minuto #3: B3 amplia número de BDRs disponíveis através de novos ETFs

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